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1.882 famílias aguardam solução habitacional em Mafra; relatório aponta moradores em áreas de risco e casas precárias

Diagnóstico da Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação reúne 4.398 pessoas cadastradas e revela diferentes situações de vulnerabilidade.

10 de agosto de 2026 · 15:58 · 3 min de leitura · Mafra

Foto: Riomafra Mix/Arquivo 

 

Mafra tem 1.882 famílias cadastradas na demanda habitacional do município, envolvendo diretamente 4.398 pessoas. Os números constam em relatório elaborado pelo Departamento de Habitação da Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação, com dados de referência de 10 de julho de 2026.

 

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O levantamento revela um cenário marcado por diferentes níveis de vulnerabilidade. 225 famílias comprometem uma parcela excessiva da renda com o pagamento do aluguel, enquanto 62 vivem em habitações consideradas precárias e 34 estão em áreas de risco de deslizamentos ou alagamentos. O relatório aponta ainda 40 famílias em situação de coabitação e outras 23 em situação de adensamento excessivo.

 

O diagnóstico registra também 23 famílias que dependem de aluguel social provisório e apenas 61 que declararam possuir terreno próprio. Para a Secretaria, os dados evidenciam a necessidade de ampliar as políticas públicas voltadas à habitação de interesse social no município.

 

Vulnerabilidade vai além da falta de moradia

O levantamento mostra que a demanda habitacional de Mafra está diretamente relacionada a diferentes condições de vulnerabilidade social. Entre as famílias cadastradas, 575 têm uma mulher como responsável pela unidade familiar. O cadastro também registra 460 famílias com crianças ou adolescentes e 229 com idosos.

 

A situação se torna ainda mais complexa quando considerados os casos que exigem condições específicas de moradia. São 245 famílias com pessoas com deficiência e 224 com integrantes acometidos por câncer ou doenças raras, crônicas e degenerativas. O levantamento aponta ainda 22 famílias com dependente químico e um caso envolvendo integrante com microcefalia.

 

Na área econômica, 438 famílias recebem Bolsa Família, enquanto 115 são beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Esses indicadores ajudam a dimensionar o perfil socioeconômico das famílias que integram o cadastro habitacional.

 

Famílias em áreas de risco estão entre as prioridades

Entre os dados apresentados pelo relatório, um dos que mais chama a atenção é o de 34 famílias residentes em áreas sujeitas a deslizamentos ou alagamentos. Segundo a secretária de Assistência Social e Habitação, Dircelene Dittrich Pinto, essas famílias estão entre as prioridades de atendimento do município.

 

“Este grupo de pessoas está entre as prioridades máximas de atendimento, juntamente com as pessoas em situação ou trajetória de rua, além das 62 famílias que vivem em habitações precárias. É uma situação de risco e precariedade extrema, e precisamos de intervenção pública para proteger famílias expostas a condições inadequadas de moradia”, explica.

 

O próprio relatório classifica a combinação de famílias em áreas de risco, habitações precárias e pessoas em situação ou trajetória de rua como um dos principais pontos de urgência para a intervenção habitacional.

 

Witt I e Witt II concentram 329 famílias

O diagnóstico também permite observar como a demanda está distribuída pelo território de Mafra. A região de Witt I e Witt II concentra 329 famílias e 818 pessoas cadastradas. Dentro desse recorte, o relatório identifica 115 mulheres responsáveis pelas unidades familiares, 91 crianças e adolescentes e 35 idosos.

 

Entre as localidades individualmente relacionadas no levantamento, Vila Nova concentra a maior quantidade, com 176 famílias cadastradas. Na sequência aparecem Restinga, com 68; Faxinal, com 60; e São Lourenço, com 25 famílias.

 

O diagnóstico, portanto, apresenta um retrato que vai além da simples falta de uma moradia própria. Os números revelam famílias submetidas a aluguel elevado, moradias precárias, áreas de risco e diferentes condições de vulnerabilidade, colocando a habitação como uma das questões sociais que exigem resposta do poder público em Mafra.

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