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10 pessoas são indiciadas pela Polícia Civil por crimes contra a Prefeitura de Mafra

A Polícia Civil constatou indícios da prática dos crimes de estelionato contra a administração pública, corrupção passiva e ativa, bem como, de associação criminosa.

11 de janeiro de 2022 · 20:32 · Atualizada em 11 de janeiro de 2022 · 21:14 · 1 min de leitura

Fotos: Polícia Civil de Mafra/Divulgação

A Polícia Civil de Mafra indiciou dez pessoas nesta segunda-feira (10), na chamada “Operação Hora Extra”, que apura crimes de estelionato contra a administração pública, corrupção passiva e ativa, falsidade ideológica e associação criminosa.

O inquérito policial foi instaurado para a apuração de um “esquema” de falsificação de registros de horas máquinas de dez caminhões e seis retroescavadeiras em contrato de prestação de locação de horas máquinas para a Prefeitura de Mafra.

Os equipamentos eram destinados a manutenção das estradas do interior durante o ano 2019.  Durante as investigações, a Polícia Civil constatou indícios da prática dos crimes de estelionato contra a administração pública, corrupção passiva e ativa, bem como, de associação criminosa.

Segundo o delegado regional de Mafra, Nelson Vida, durante o curso do procedimento policial, foram realizadas buscas e apreensões e prisões preventivas dos envolvidos, além da análise de mais de 134 mil páginas, entre documentos apreendidos e principalmente dos dados extraídos de celulares e computadores.

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Entre os indiciados estão empresários e funcionários da terceirizada e funcionários públicos. Os autos do inquérito policial foram enviados ao Ministério Público.

Como funcionava o esquema A empresa vencedora de uma licitação fraudava o sistema de fornecimento de serviços de horas-máquina e execução de obras no interior de Mafra.

A suspeita, que se confirmou após perícia, é de que as máquinas continuavam computando horas trabalhadas mesmo sem, efetivamente, estarem em serviço.

“Eram dois horímetros, um original e um auxiliar, fake. O original computava as horas reais e o fake, além das horas reais, computava horas fictícias. Há indícios de que eles permaneciam ligados nos fins de semana e em horário de almoço”, explica o delegado.

Também foram apreendidas planilhas onde a equipe de investigação fez um comparativo.

Com informações da Polícia Civil de Mafra.  

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