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1992 e 2019: mãe e filha fizeram história na realeza da Festa do Boi Ralado de Itaiópolis

Milana e Thayná Carvalho representaram Itaiópolis em diferentes décadas, simbolizando o amor pela cultura e o orgulho de ser itaiópolense.

28 de outubro de 2025 · 22:15 · Atualizada em 29 de outubro de 2025 · 00:34 · 3 min de leitura

Thayná Helena Carvalho e sua mãe Milana Francile Klock Pinotti Carvalho, em um intervalo de 27 anos, carregaram a faixa de princesa da Festa do Boi Ralado. Foto: Divulgação

Neste 28 de outubro, quando Itaiópolis completa 107 anos de história, o que se celebra vai além das datas: são as pessoas que mantêm viva a essência da cidade, em histórias que atravessam gerações.

Foi assim com Milana Francile Klock Pinotti e sua filha, Thayná Helena Carvalho. Duas mulheres que, em um intervalo de 27 anos, carregaram a faixa de princesa da Festa do Boi Ralado, uma das celebrações mais queridas e simbólicas do município.

Milana foi 2ª princesa na edição de 1992 da Festa do Boi Ralado, representando a Associação Comercial e Industrial de Itaiópolis. Na época, o evento ainda dava seus primeiros passos, mas já despertava o orgulho e a emoção de quem fazia parte daquele início de tradição.

Milana Pinotti, segunda princesa de 1992.
De origem ucraniana, filha de Francisco e Odile Claudibia Klock Pinotti, Milana encantou o público com sua simpatia e presença marcante. Apaixonada por música, sempre acreditou que o amor ao próximo é o segredo da felicidade: uma mensagem que segue inspirando até hoje.

“Foi com o coração cheio de emoção e uma alegria enorme receber a faixa de 2ª princesa na Festa do Boi Ralado de 1992. Naquela época, o evento teve uma grande repercussão, era tudo novidade, o início de uma tradição, e para as candidatas, aquilo era algo deslumbrante”, relembra.

Da esquerda para a direita, realeza de 1992: primeira princesa Maria Elisa Stopa (in memoriam), rainha Thais Inês Krambeck e segunda princesa Milana Pinotti. Foto: Arquivo.

“Entre tantas candidatas lindas, fui presenteada com a faixa de 2ª princesa. A alegria e a emoção foram indescritíveis, parecia um sonho, daqueles que temos na infância, quando vemos as princesas da Disney e imaginamos ser uma delas. Naquele momento, eu estava vivendo esse sonho, me tornando a princesa que representaria a nossa cidade. Foi algo grandioso. E depois de 27 anos, revivi esse mesmo sentimento através da minha filha, Thayná, que trouxe todas as lembranças e emoções vividas por mim naquele tempo tão especial, relatou, emocionada, Milana.

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Em 2019, a emoção se repetiu. Thayná Helena Carvalho, então com 16 anos, foi coroada 1ª princesa da Festa do Boi Ralado, representando a Escola de Educação Básica Virgílio Várzea. Filha de Milana e Clayton Jesus Carvalho, Thayná conquistou o público com sua presença firme e olhar doce, tornando-se símbolo de representatividade e orgulho itaiópolense.

Thayná Helena Carvalho, primeira princesa eleita em 2019. Foto: Gisely Oracz.

Carismática e confiante, encantou os jurados ao destacar a importância de valorizar as raízes culturais do município. “Embora minha ascendência não seja polonesa, ucraniana ou alemã, eu faço parte da cultura do município. É uma honra poder representar nossa querida cidade.”

Hoje, ao relembrar sua participação, Thayná descreve a experiência com gratidão e emoção. “Ter feito parte da realeza da Festa do Boi Ralado é uma lembrança que traz um quentinho no coração. Me faz ter saudades de viver todos os eventos, de representar e elevar o nome de Itaiópolis”, conta.

Primeira princesa, Thayná Helena Carvalho (à frente), junto com a rainha Mirela Peyerl e a segunda princesa Elisiane Kühl. Foto: Gisely Oracz.
“É uma vivência única, na qual você se dispõe e se entrega ainda mais à nossa cultura itaiopolense e não deixa que toda a tradição, nosso artesanato, nossas vestes e elementos tão importantes se percam com o tempo”, acrescentou.

Thayná destaca que sua mãe foi a maior incentivadora na época do concurso. “Com certeza minha mãe foi a maior incentivadora e me apoiou para que eu participasse da escolha da realeza. Ela sempre falou com muito carinho da época em que foi 2ª princesa e das experiências que viveu com esse título. Provavelmente, se não fosse por tantos relatos bons, eu não teria aceitado o convite. No fim, acabou dando certo, e pude viver e provar por mim mesma tudo o que ela dizia. Foi também uma forma de dar continuidade à história e à tradição que minha mãe viveu 27 anos antes. É incrível ver esse legado passando de geração em geração na nossa cidade”, recorda Thayná.

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