
A cena é comum: uma criança cercada por brinquedos sofisticados, mas entediada. Ao lado, uma simples caixa de papelão, esquecida no canto da sala, pode se transformar em nave espacial, castelo ou televisão imaginária. É nesse contraste que nasce a reflexão proposta pela escritora riomafrense Adriana Moro em seu novo livro, “Quero Ser Genial”, lançado pela Editora Frutificando.
Ao completar 10 anos de carreira, Adriana escolhe olhar para um dos temas mais sensíveis da atualidade: a infância na era digital. Em vez de condenar a tecnologia, a autora propõe um equilíbrio, menos consumo automático, mais presença consciente.
A pergunta que conduz a narrativa é quase desarmadora: “Você sabe com que idade a gente fica inteligente?” A resposta, no entanto, não está na idade nem na tecnologia, mas na experiência compartilhada.

A infância em disputa Nunca houve tantos recursos tecnológicos disponíveis para as crianças. Ao mesmo tempo, nunca se discutiu tanto sobre ansiedade infantil, dificuldade de concentração e empobrecimento das relações familiares.
Adriana, enfermeira de Saúde Mental e pós-doutora em Saúde Pública, acompanha de perto os impactos emocionais da sociedade hiperconectada. Como coordenadora do CAPS Mafra e curadora do IdeiaSUS Fiocruz, ela observa uma geração que cresce com estímulos intensos, porém com menos espaços para a imaginação livre.
Seu livro surge como um contraponto a essa lógica acelerada. Publicada pela Editora Frutificando, a obra não oferece respostas prontas, mas convida à construção conjunta: adultos e crianças redescobrindo o prazer de brincar com o que têm à mão.
Criatividade como vínculo Mais do que defender brinquedos artesanais, “Quero Ser Genial” resgata algo maior: o tempo de qualidade. A obra estimula: - A imaginação como ferramenta de desenvolvimento; - O resgate de brincadeiras antigas; - A troca de experiências entre gerações; - A criação de memórias afetivas duradouras; - O uso consciente de materiais simples e recicláveis.
O que está em jogo não é apenas o tipo de brinquedo, mas o tipo de relação que se constrói ao brincar. Quando um adulto se senta no chão para criar junto, comunica algo poderoso: você é importante, e nosso tempo juntos tem valor.
Autora também de “Não Me Chame de Mãe”, Adriana construiu, ao longo da última década, uma trajetória marcada pela sensibilidade em temas ligados à saúde mental, identidade e vínculos afetivos. Agora, ao celebrar 10 anos de carreira literária, amplia o debate para dentro das casas, onde a rotina acelerada muitas vezes substitui o diálogo por telas.
“Se no passado as brincadeiras eram construídas no quintal, hoje a disputa é por atenção. É justamente esse o ponto provocado: talvez a genialidade não esteja na tecnologia de última geração, mas na capacidade de imaginar, criar e estar presente”, destaca.
Em um mundo que vende soluções prontas, Adriana Moro propõe algo mais simples, e talvez mais desafiador: desacelerar para brincar.
Serviço Adriana Moro Instagram: @adrimoro_ Livro: Quero Ser Genial Editora: Frutificando Pré-venda: R$ 44,90 Disponível no site da Editora Frutificando
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