
O pesquisador e articulador ferroviário Márcio Assad será homenageado com um Voto de Louvor com Menção Honrosa no dia 3 de fevereiro (terça-feira), durante uma sessão especial na Estação Ferroviária de Curitiba.
A proposta é do deputado estadual Anibelli Neto e integra as celebrações que marcam os 140 anos da ferrovia Paranaguá–Curitiba e a lei que oficializou Curitiba como Capital do Turismo Ferroviário.
Natural da Lapa, Assad atua há décadas em projetos voltados à preservação da memória ferroviária e ao uso turístico de trechos históricos. Sua atuação no setor teve início ainda na década de 1980, quando participou da concepção e execução de um dos primeiros projetos de turismo ferroviário do país, envolvendo trechos entre o Paraná e Santa Catarina. A experiência contribuiu para demonstrar o potencial da memória ferroviária como atrativo cultural e econômico.
Ao longo dos anos, ele também esteve envolvido na viabilização de passeios ferroviários no trecho entre Curitiba e Lapa, com o uso de trens históricos e propostas voltadas à valorização cultural.
Sobre a ligação com as ferrovias de Mafra, Assad explica que o turismo ferroviário chegou a utilizar o trecho, com embarque de passageiros na cidade. “O turismo férreo passava pelo trecho e chegou a embarcar passageiros de Santa Catarina, em Mafra. Mais recentemente, o Trem dos Tropeiros, entre Mafra e Lapa, foi uma iniciativa nossa, assim como o trem natalino. Esses passeios são trens comemorativos e eventuais, viabilizados a partir de autorizações junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres, em Brasília”, afirmou.
Além da atuação no setor ferroviário, Márcio Assad já foi presidente da Associação Empresarial de Rio Negro entre 1996 e 1997 e contribuiu para a história do comércio e dos lojistas da região.
Atualmente focado na articulação das comemorações dos 135 anos da ferrovia Lapa–Curitiba, Assad faz um alerta sobre o que classifica como o “apagamento” da história ferroviária no país. “A história da ferrovia brasileira está sendo apagada dia após dia. Elevar a nossa preservação a um nível de excelência mundial é uma dívida de gratidão que temos com as gerações de ferroviários que desbravaram este país. Recuperar esse legado é um dever moral com o nosso futuro”, afirma.
0 Comentários
Fazer loginOs comentários são de responsabilidade de seus autores. Ao comentar, o usuário declara estar de acordo com nossa Política de Privacidade e Termos de Uso. Faça login para participar da discussão.
Faça login para participar da discussão sobre essa matéria.
Fazer login para comentar
