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Alep homenageia ex-presidente da ACI Rio Negro ligado ao turismo ferroviário regional

O reconhecimento destaca a participação em iniciativas voltadas à memória ferroviária em diferentes regiões do Sul do país.

29 de janeiro de 2026 · 18:08 · Atualizada em 6 de fevereiro de 2026 · 14:57 · 2 min de leitura

Natural da Lapa, Márcio Assad atua há décadas em projetos voltados à preservação da memória ferroviária. Fotos: Divulgação

O pesquisador e articulador ferroviário Márcio Assad será homenageado com um Voto de Louvor com Menção Honrosa no dia 3 de fevereiro (terça-feira), durante uma sessão especial na Estação Ferroviária de Curitiba.

A proposta é do deputado estadual Anibelli Neto e integra as celebrações que marcam os 140 anos da ferrovia Paranaguá–Curitiba e a lei que oficializou Curitiba como Capital do Turismo Ferroviário.

Natural da Lapa, Assad atua há décadas em projetos voltados à preservação da memória ferroviária e ao uso turístico de trechos históricos. Sua atuação no setor teve início ainda na década de 1980, quando participou da concepção e execução de um dos primeiros projetos de turismo ferroviário do país, envolvendo trechos entre o Paraná e Santa Catarina. A experiência contribuiu para demonstrar o potencial da memória ferroviária como atrativo cultural e econômico.

Ao longo dos anos, ele também esteve envolvido na viabilização de passeios ferroviários no trecho entre Curitiba e Lapa, com o uso de trens históricos e propostas voltadas à valorização cultural.

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Sobre a ligação com as ferrovias de Mafra, Assad explica que o turismo ferroviário chegou a utilizar o trecho, com embarque de passageiros na cidade. “O turismo férreo passava pelo trecho e chegou a embarcar passageiros de Santa Catarina, em Mafra. Mais recentemente, o Trem dos Tropeiros, entre Mafra e Lapa, foi uma iniciativa nossa, assim como o trem natalino. Esses passeios são trens comemorativos e eventuais, viabilizados a partir de autorizações junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres, em Brasília”, afirmou.

Além da atuação no setor ferroviário, Márcio Assad já foi presidente da Associação Empresarial de Rio Negro entre 1996 e 1997 e contribuiu para a história do comércio e dos lojistas da região.

Atualmente focado na articulação das comemorações dos 135 anos da ferrovia Lapa–Curitiba, Assad faz um alerta sobre o que classifica como o “apagamento” da história ferroviária no país. “A história da ferrovia brasileira está sendo apagada dia após dia. Elevar a nossa preservação a um nível de excelência mundial é uma dívida de gratidão que temos com as gerações de ferroviários que desbravaram este país. Recuperar esse legado é um dever moral com o nosso futuro”, afirma.

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