Foto: Divulgação
Uma série de demandas consideradas urgentes pela comunidade de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi apresentada ao Poder Executivo de Mafra durante uma reunião realizada no dia 18 de junho. O encontro contou com a presença do prefeito Carlos Nitz, secretários municipais e representantes da Associação Mafrense Mais Amor (AMMA).
Entre os principais temas discutidos esteve a situação dos atendimentos terapêuticos oferecidos às crianças autistas no município. Segundo a associação, muitas famílias enfrentam a interrupção dos acompanhamentos após um número limitado de sessões, sendo obrigadas a retornar ao fim das filas de espera e permanecendo meses sem atendimento.
Terapias em risco
A AMMA classificou como grave a descontinuidade dos atendimentos terapêuticos. De acordo com a entidade, o modelo atualmente adotado tem provocado rupturas no acompanhamento de crianças que necessitam de intervenções contínuas para seu desenvolvimento.
“Muitas crianças realizam um número limitado de sessões e, em seguida, retornam ao final da fila, permanecendo meses sem acompanhamento. É uma ruptura no cuidado, um prejuízo ao desenvolvimento e uma sobrecarga ainda maior para as famílias. Essa realidade exige resposta e solução imediata”, destacou a associação em nota pública divulgada nas redes sociais.
Principais reivindicações
Além da manutenção dos atendimentos terapêuticos, a entidade apresentou uma série de reivindicações consideradas prioritárias para a comunidade TEA em Mafra.
Entre elas estão a ampliação do número de profissionais de Terapia Ocupacional (TO), a emissão do Cartão de Estacionamento para vagas preferenciais destinadas a pessoas com TEA, direito inclusive garantido por lei, e a disponibilização de segundo professor em sala de aula para alunos que necessitam desse suporte.
A associação também apontou preocupação com a sobrecarga enfrentada por profissionais da rede e com os limites da atuação de estagiários em casos de maior complexidade. Outro pedido foi a reativação do protocolo Pediasuit, método de terapia intensiva voltado ao desenvolvimento motor de crianças com condições como autismo, paralisia cerebral e atrasos no desenvolvimento.
Também foram cobradas informações sobre a relação de medicamentos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a oferta de atividades na Academia da Saúde, incluindo o uso da piscina para crianças atípicas.
Cobrança por respostas
Em sua manifestação pública, a AMMA reconheceu a importância da abertura de diálogo com a administração municipal. No entanto, ressaltou que a simples escuta das demandas não é suficiente para promover mudanças efetivas na realidade das famílias. “A comunidade TEA precisa de respostas, prazos, transparência e ações concretas”, afirma a nota.
A associação informou que continuará acompanhando os encaminhamentos relacionados às demandas apresentadas e cobrando medidas que garantam atendimento adequado e contínuo às pessoas com Transtorno do Espectro Autista no município.
O que diz a Prefeitura?
A reportagem procurou a Prefeitura de Mafra para obter um posicionamento sobre as demandas apresentadas pela Associação Mafrense Mais Amor (AMMA) e os questionamentos relacionados aos atendimentos destinados às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve retorno da administração municipal.
Este espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura. Assim que houver resposta oficial, a reportagem será atualizada com os esclarecimentos e informações encaminhados pelo Poder Executivo.
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