Fotos: Phelipe Yank
Depois de ultrapassar a marca dos 8 metros, o rio Negro começou a baixar nesta sexta-feira (4). Ao meio-dia, o nível estava em 8,075 metros, segundo os dados de monitoramento da Copel.
O maior nível registrado nesta cheia até o momento foi de 8,135 metros. A marca foi alcançada às 21 horas de quinta-feira (3) e permaneceu praticamente estável durante a madrugada.
Os primeiros sinais de queda apareceram nas primeiras horas desta sexta-feira. Às 3 horas, o nível passou para 8,125 metros. Depois de novas oscilações e períodos de estabilidade, a redução ficou mais constante durante a manhã.
Entre 7 e 12 horas, o rio baixou 4 centímetros, passando de 8,115 para 8,075 metros: uma média de aproximadamente 1 centímetro por hora. Em relação ao pico, a redução acumulada é de 6 centímetros.
Apesar do início da baixa, o nível permanece acima dos 8 metros e os reflexos da enchente ainda são sentidos nas duas cidades.
Situação em Rio Negro
Em Rio Negro, 12 famílias, totalizando 44 pessoas, permanecem acolhidas no Ginásio de Esportes José Müller. O município também contabiliza mais de 120 pessoas desalojadas.
Aproximadamente 40 casas foram atingidas. Os bairros mais afetados são Vila Paraná, Vila Paraíso e parte do Centro. No Estação Nova também houve registros de alagamentos provocados pela cheia do rio Passa Três.
As famílias acolhidas no ginásio recebem alimentação e assistência. Também foi organizado um abrigo temporário para 22 animais de estimação, sendo 19 cães e três gatos, pertencentes às famílias afetadas.
No interior, há interdições na via da Maitaca e na estrada geral do Cunhupã. As águas também provocaram bloqueios no Arroio do Veado e na divisa entre Rio Negro e Mafra, entre Lençol e a localidade de Rio Preto.
Situação em Mafra
Em Mafra, 20 famílias, totalizando 61 pessoas, permanecem acolhidas preventivamente nos abrigos disponibilizados pelo município.
Os moradores estão distribuídos entre o ginásio do Cemma e a Escola Dr. Francisco Izabel.
Mesmo com o início da redução do nível do rio Negro, a situação continua sendo acompanhada, já que a água permanece elevada e áreas atingidas pela enchente ainda não retornaram à normalidade.
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