
O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) informou a abertura da ponte da PR-427 sobre o Rio da Várzea, entre a Lapa e Campo do Tenente.
Segundo o órgão, a ponte deve ser liberada para o tráfego de veículos na próxima sexta-feira (16).
A informação foi confirmada após o avanço das etapas finais da obra, que entrou na fase de ensaios técnicos do novo concreto aplicado no tabuleiro da ponte.
Segundo o DER, a liberação está condicionada à aprovação dos testes de resistência, mas o cronograma está sendo cumprido conforme o previsto.
Apesar da retomada do tráfego, o DER esclarece que a obra não estará totalmente concluída no momento da liberação. “Ainda restam serviços complementares nas treliças metálicas e nas cabeceiras da ponte”, destacou.
De acordo com o órgão, esses trabalhos não exigirão nova interdição total da rodovia. “Eventuais bloqueios poderão ocorrer de forma pontual, conforme a necessidade operacional das equipes”, concluiu.
Mais de 130 dias de interdição A ponte foi totalmente interditada em setembro de 2025, com previsão inicial de liberação em 90 dias. Em novembro, o cronograma precisou ser revisto após a atualização do projeto estrutural, o que estendeu o prazo.
A concretagem do tabuleiro teve início em 15 de dezembro, seguida pelo período técnico de cura do concreto, estimado em 28 dias. Com isso, a liberação prevista para 16 de janeiro marca o encerramento da fase mais crítica da intervenção.
Nos últimos dois anos, os investimentos na ponte da PR-427 somam R$ 7,3 milhões. Desse total, R$ 4,8 milhões correspondem à obra realizada entre 2023 e 2024, enquanto R$ 2,5 milhões foram aplicados na atual intervenção emergencial.
Audiência pública cobrou solução A interdição da ponte foi tema de uma Audiência Pública Regional realizada em novembro de 2025, na Câmara de Vereadores de Campo do Tenente.
A audiência reuniu vereadores e autoridades de quatro municípios diretamente afetados pelo problema: Campo do Tenente, Lapa, Rio Negro e Quitandinha.
Empresários relataram queda de até 40% no faturamento, além da necessidade de demissões em função das dificuldades logísticas. Agricultores destacaram desvios de até 26 quilômetros, o que aumentou significativamente os custos com transporte e uso de maquinário.
0 Comentários
Fazer loginOs comentários são de responsabilidade de seus autores. Ao comentar, o usuário declara estar de acordo com nossa Política de Privacidade e Termos de Uso. Faça login para participar da discussão.
Faça login para participar da discussão sobre essa matéria.
Fazer login para comentar
