Foto: Prefeitura Mafra/Arquivo 2025
Na semana em que acontece a licitação para definir a empresa organizadora do Festival de Inverno de Mafra, a Associação Municipal de Umbanda (AMU) divulgou uma nota pública manifestando preocupação com a realização de um show gospel na programação oficial do evento, promovido pela Prefeitura no primeiro final de semana de julho.
No texto, a entidade afirma que não questiona o direito das comunidades evangélicas de realizarem eventos religiosos, mas considera inadequada a utilização da estrutura pública para promover uma manifestação de fé específica.
A AMU sustenta que a Constituição Federal garante a liberdade religiosa e determina que o Estado mantenha neutralidade em relação às diferentes crenças.
Segundo a associação, o princípio da laicidade não representa oposição à religião, mas exige que o poder público trate de forma igualitária as diversas manifestações religiosas existentes na sociedade. A entidade cita ainda o artigo 19 da Constituição Federal, que veda ao Estado estabelecer cultos religiosos, subvencioná-los ou manter relações de dependência com instituições religiosas.
A nota também destaca que comunidades umbandistas e outras tradições de matriz africana promovem regularmente eventos culturais, religiosos e beneficentes em Mafra sem receber apoio financeiro ou institucional do poder público. Para a associação, a situação gera um tratamento desigual entre as diferentes religiões presentes no município.
“A construção de uma sociedade justa e democrática exige que todas as religiões sejam respeitadas e que nenhuma delas seja favorecida pelo Estado”, afirma um trecho da manifestação.
O que diz a Prefeitura?
A reportagem do Riomafra Mix entrou em contato com a Prefeitura de Mafra buscando esclarecimentos sobre o tema, mas até o momento, a administração municipal não se manifestou.
A matéria será atualizada caso haja posicionamento.
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