
Em Rio Negro, a busca por uma cidade mais acessível e justa passa por um trabalho coletivo que une famílias, profissionais e o poder público. No centro dessa movimentação está a Associação Rionegrense da Pessoa com Deficiência (ARPDE), uma entidade civil sem fins econômicos que atua como um elo entre as necessidades da comunidade e a garantia de direitos previstos em lei.
A associação funciona como um ponto de acolhimento para pessoas com deficiências físicas, visuais, intelectuais, além de pessoas com transtornos e outras comorbidades. Atualmente, o grupo reúne 51 associados e seus familiares, mas mantém as portas abertas para qualquer cidadão que deseje somar forças à causa, independentemente de possuir ou não uma deficiência.
Desde o início de 2025, a presidência é exercida por Flávia de Oliveira Braz Reiser, que iniciou sua trajetória na entidade motivada pela experiência como mãe atípica. “Quando recebi o convite para fazer parte da associação, literalmente recebi o convite para vestir a camisa. Como mãe atípica, vi na ARPDE uma maneira de contribuir com a comunidade e buscar a garantia de direitos”, afirma Flávia. Para ela, a atuação da associação é uma ferramenta essencial para enfrentar o capacitismo e a falta de reconhecimento da autonomia da pessoa com deficiência. “Só mudaremos os rumos da história quando lutarmos por equidade, e não por igualdade”, ressalta.

Na prática, o trabalho da ARPDE se reflete em diversas frentes que buscam integrar o cidadão à vida no município. Por meio do projeto "Conta Comigo", realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, a entidade promove atividades físicas adaptadas focadas na saúde e na socialização. O cotidiano da instituição também inclui a promoção de oficinas terapêuticas, rodas de conversa e palestras, além de uma participação ativa em conselhos municipais e audiências públicas para dar voz às demandas das famílias.
A associação mantém uma vigilância constante sobre a acessibilidade em prédios públicos e eventos, realizando o encaminhamento de denúncias sobre violações de direitos.
Para manter suas atividades e projetos permanentes, a ARPDE conta diretamente com o envolvimento da sociedade rionegrense. A sustentabilidade da instituição vem de mensalidades, doações espontâneas via Pix e da realização de eventos beneficentes. O trabalho desenvolvido reforça que a construção de uma cidade inclusiva não é uma tarefa isolada, mas um esforço de conscientização coletiva.
“Deixo o convite para que a população venha conhecer o trabalho da ARPDE, participe dos nossos eventos e se associe. A inclusão se constrói de forma coletiva”, conclui a presidente.
0 Comentários
Fazer loginOs comentários são de responsabilidade de seus autores. Ao comentar, o usuário declara estar de acordo com nossa Política de Privacidade e Termos de Uso. Faça login para participar da discussão.
Faça login para participar da discussão sobre essa matéria.
Fazer login para comentar
