Foto: Prefeitura de Mafra
A baixa procura pela vacina contra a Influenza entre os grupos prioritários tem chamado a atenção de autoridades de saúde no Planalto Norte. Dados recentes apontam que a cobertura vacinal está abaixo do ideal em toda a região, cenário que impacta diretamente na proteção da população, especialmente dos mais vulneráveis.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Regional de Saúde de Mafra, Grazielle Machado Kovalski, e o gerente da regional, Ricardo Nestor de Paula, acompanham os índices de vacinação nos municípios do Planalto Norte. A Regional de Saúde atua no monitoramento dos indicadores, orientação das campanhas e acompanhamento da imunização dos grupos prioritários nos municípios da região.
Coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Regional de Saúde de Mafra, Grazielle Machado Kovalski e o gerente da regional, Ricardo Nestor de Paula.
“Entre os grupos prioritários, a situação mais delicada é a das crianças, com 20,59% de cobertura. Gestantes estão com 42,99% e idosos com 37,88% de cobertura e também apresentam índices abaixo da meta recomendada, o que mantém o cenário em atenção na região”, informa Ricardo.
De acordo com Grazielle, a baixa adesão pode estar relacionada a diferentes fatores. “A falsa percepção de que a gripe não representa risco, a desinformação sobre a vacina, a baixa procura espontânea pelos serviços de saúde e até dificuldades de acesso em alguns locais podem influenciar nesse cenário”, explica.
Os números também representam queda em relação ao ano passado. Conforme a coordenadora, no mesmo período de 2025, a cobertura vacinal dos grupos prioritários já alcançava cerca de 60%. Neste ano, os índices seguem significativamente abaixo.
A campanha de vacinação contra a Influenza segue oficialmente até o dia 31 de maio. Após esse período, a vacina continuará disponível nas unidades de saúde enquanto houver doses disponíveis.
A coordenadora também reforçou a importância da vacinação infantil. “Embora muitas vezes seja vista como uma doença comum, a influenza pode evoluir para quadros graves, especialmente em crianças pequenas. A vacina é segura, gratuita e continua sendo a forma mais eficaz de prevenção”.
Ela ainda orienta que pais e responsáveis procurem a unidade de saúde mais próxima para garantir a imunização das crianças o quanto antes. “Vacinar é um ato de cuidado, proteção e responsabilidade coletiva. Ao proteger seu filho, você também contribui para a proteção de toda a comunidade”, completa.
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