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Carlos Moisés defende a centralização na compra de vacinas em Brasília

O governador prefere valorizar o trabalho que é feito pelo Ministério da Saúde para que não se deixe nenhum estado desassistido na compra de insumos para o enfrentamento à doença.

12 de março de 2021 · 10:54 · Atualizada em 12 de março de 2021 · 11:20 · 3 min de leitura

Santa Catarina recebeu menos de 500 mil doses de vacinas. Foto: Divulgação/Secom

O movimento feito por prefeituras e representantes do setor produtivo de comprar vacinas para ajudar no combate à covid-19 não encontra respaldo no governador de Santa Catarina, Carlos Moisés.

Ao participar na manhã desta quinta-feira (11), de reunião virtual da Comissão Temporária Covid-19 do Senado Federal, ele defendeu as aquisições centralizadas de vacinas pelo Governo Federal no Programa Nacional de Imunização (PNI). Para o chefe do Executivo catarinense, o PNI tem um histórico de sucesso ao longo das décadas. A fala vai de encontro, por exemplo, ao desejo da Federação Catarinense de Municípios (FECAM), que nesta quarta-feira (10), recebeu apoio da Comissão de Saúde e coordenador do Observatório da Vacinação da OAB/SC para negociar mais de 4 milhões de doses para 264 municípios de Santa Catarina.

Representantes de entidades do setor produtivo também já haviam se pronunciado no sentido de comprar imunizantes, como forma de ajudar a acelerar o processo em Santa Catarina. O objetivo é atender seus colaboradores e em contrapartida repassar 50% para o governo do estado. Esse movimento tem respaldo no Supremo Tribunal Federal, que deu garantias legais para a ação.

Mas Carlos Moisés entende diferente e prefere valorizar o trabalho que é feito pelo Ministério da Saúde para que não se deixe nenhum estado desassistido na compra de insumos para o enfrentamento à doença, apesar do ritmo lento de entrega dos lotes.

Até o momento, SC aplicou 349.253 doses na população dos grupos prioritários, sendo que 267.902 receberam a primeira dose e 81.351 a segunda, conforme balanço parcial divulgado nesta quarta-feira (10). Moisés sabe da necessidade de se acelerar a entrega das doses, principalmente após o surgimento das variantes do vírus e da maior transmissibilidade da doença. Mesmo assim, aposta no Plano Nacional de Imunização.

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BRDE

Com foco no estímulo ao empreendedorismo feminino, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) irá disponibilizar um programa de crédito exclusivo para empresas lideradas por mulheres. O anúncio do BRDE Empreendedoras do Sul ocorreu durante atividade para marcar o Dia Internacional da Mulher. “Será um programa com condições atrativas e por meio de uma análise de crédito simplificada, com efetivo apoio para suas empresas, quer sejam elas grandes, médias e pequenas”, antecipou a diretora-presidente do banco, Leany Lemos.

Usina de asfalto

O Extremo Sul Catarinense terá a sua própria usina de asfalto para obras em estradas municipais, graças a um projeto piloto lançado pelo governo do estado na tarde desta segunda-feira, 8. O projeto piloto tende a ser estendido para outras regiões, de acordo com o secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Augusto Vieira. “O governador entende que a pavimentação das vias municipais impacta diretamente na qualidade de vida e na segurança dos cidadãos catarinenses”, explica Vieira. Inicialmente, o governo garantiu cerca de R$ 4 milhões para a Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc). A assinatura do convênio deve acontecer ainda neste mês, já com o projeto de implementação apresentado pelos prefeitos.

Micros

A deputada Paulinha (PDT) disse nesta quinta-feira na Alesc que solicitará ao governador Carlos Moisés que institua um programa estadual de apoio aos pequenos e microempreendedores, visando atender, sobretudo, os bares, restaurantes e a cadeia do turismo atingidos pelas restrições provocadas pela pandemia. A proposta visa disponibilizar recursos de forma desburocratizada, taxa de juros reduzida, com tempo de carência para pagamento e avalizado pelo Estado.

Laboratórios

A Fiesc apresentou os laboratórios de Biologia Molecular (instalado em Chapecó) e de Bioinformática (em Florianópolis), ambos do SENAI e já em operação, que podem auxiliar em testes e pesquisas sobre a covid-19. “As novas ferramentas são uma ampliação da oferta de bons serviços à sociedade. Estamos defendendo a segurança das pessoas e a manutenção das atividades econômicas. Buscamos soluções para que a indústria catarinense pudesse dar uma melhor resposta a esse vírus”, frisou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

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