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Carteiros sofrem com ataques de cachorros em Rio Negro

Não faltam histórias de acidentes de trânsito envolvendo cachorros e carteiros na cidade.

12 de outubro de 2021 · 11:37 · Atualizada em 12 de outubro de 2021 · 11:44 · 2 min de leitura

Foto: Douglas Dias

Entre os carteiros da agência dos Correios em Rio Negro, o que não faltam são histórias de acidentes envolvendo cachorros soltos na rua. O último caso, foi registrado nesta sexta-feira (8), e resultou em fratura de um pé e 60 dias de afastamento do trabalho a um carteiro. Segundo o supervisor Wanderlei de Oliveira, o carteiro tentava se defender do animal quando caiu da motocicleta.

“Precisamos conscientizar a população que os carteiros estão trabalhando, e que o animalzinho não tem culpa, ele está defendendo seu território, entretanto, cabe ao dono do animal tomar as devidas providencias”, destaca.

Histórias Com mais de 27 anos de trabalho, o carteiro Luis Carlos Pimentel lembra de um acidente que o deixou afastado do trabalho por quase dois anos. “Há três anos tive fratura de tornozelo e ombro durante entrega de correspondências no Bairro Alto. Foram dois anos de reabilitação”, relembra.

Para o carteiro Mauricio Andrey Scweigert, nos Correios há 10 anos, não foram poucas as vezes que presenciou acidentes. Em muitos casos é a roupa rasgada ou a capa de chuva que fica sem condições de uso após um ataque, mas também, tem casos que mesmo sem querer, o carteiro atropela um animal, situação que poderia ser evitado se o responsável tivesse feito sua parte. “Nem sempre o problema é com os cachorros de rua, a dificuldade maior é com os animais em residências, que ao ver aproximação do carteiro, parte para o ataque”, explica.

Recomendações A recomendação, segundo Oliveira, é que o carteiro passe a entregar a correspondência sem colocar as mãos além dos portões. Para isso, o dono do imóvel precisa instalar uma caixa de correspondência com abertura do lado de fora ou aumentar as grades. Se isso não puder ser feito, é preciso afastar o animal do portão ou mantê-lo preso durante a entrega de correspondência.

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“Em último caso, se o risco de mordedura persistir após notificado e orientado, o dono do imóvel passará a retirar as próprias correspondências na agência dos Correios. Já tivemos casos em Rio Negro de suspensão total de correspondência de uma rua inteira, é uma situação extrema, mas que se faz necessário em determinadas situações garantir a segurança e a integridade física dos profissionais”, afirma.

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