
Um caso que se arrasta há 9 anos, deve ter um desfecho nos próximos dias. Teve início na manhã desta quinta-feira (24) o júri popular que julga os quatro acusados pela morte de Gean Robert Gonçalves Wolski, ocorrida em 22 de julho de 2016 no bairro Amola Flecha, em Mafra.
O crime, que também deixou o pai da vítima e um amigo gravemente feridos, ocorreu após uma briga em um bar.
Segundo a investigação, os três estavam retornando para casa quando foram surpreendidos por disparos de arma de fogo. Gean, na época com 19 anos, morreu no local. Os outros dois foram atingidos pelas costas, dentro da casa, sem chance de defesa.
As investigações foram concluídas pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Mafra em 8 de março de 2019. A apuração apontou que os crimes foram cometidos por motivo fútil e com uso de traição, resultando no indiciamento dos suspeitos por homicídio qualificado e dupla tentativa de homicídio qualificado. Em caso de condenação, a pena pode chegar a 50 anos de prisão.
O julgamento ocorre no Fórum da Comarca de Mafra, sob responsabilidade da Vara Criminal. Foram sorteados 25 jurados, dos quais sete formam o Conselho de Sentença. Outros dez atuam como suplentes.
Durante a manhã, cerca de 20 pessoas, entre familiares e amigos de Gean, realizaram um protesto pacífico em frente ao fórum pedindo justiça. “Confiante na justiça terrena através da justiça de Deus! Como todos sabem, esperamos por essa audiência há mais ou menos 9 anos”, declarou Rose Bueno de Lima, mãe de Gean.
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