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Coelho Nobre: uma história de dedicação e perseverança

Empresa surgiu a partir de um projeto voltado à geração de renda no campo e hoje reúne dezenas de famílias produtoras no Planalto Norte.

29 de junho de 2026 · 16:41 · 4 min de leitura

Fotos: Divulgação

 

A Coelho Nobre surgiu em uma conversa entre Ludgero e um conhecido. Durante o diálogo, eles comentavam sobre os agricultores do Planalto Norte Catarinense e a necessidade de haver mais opções de renda nas propriedades rurais. Foi então que esse conhecido mencionou a cunicultura, relatando que o clima da região seria propício para a criação de coelhos.

 

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Ludgero, natural de Itajaí, chegou a Canoinhas em dezembro de 2021 para acompanhar sua esposa. Como não conhecia ninguém além da família dela e sentia a necessidade de se estabelecer na região, interessou-se pela cunicultura e, em fevereiro de 2022, iniciou uma profunda pesquisa sobre a atividade. Ele identificou a possibilidade de criar uma nova fonte de renda para as famílias rurais e passou a buscar frigoríficos inativos na região, além de apoio de pessoas com conhecimento na criação de coelhos.

 

Nesse processo, conheceu Cleberton, seu Nivaldo e, posteriormente, o professor João Carlos, que possui amplo conhecimento sobre a cunicultura. Em comum acordo, Ludgero e o professor João Carlos passaram a promover reuniões e palestras em diversas localidades do interior, com o apoio da Associação dos Municípios do Planalto Norte Catarinense (Amplanorte).

 

Foi então que começaram os cadastros dos agricultores interessados em participar do projeto de cunicultura no Planalto Norte, encontrando tanto pessoas otimistas quanto céticas em relação à iniciativa.

 

Como todo começo não é fácil, foram muitas noites dedicadas aos estudos e vários meses percorrendo o interior da região. Ludgero se perdia em estradas, chegava tarde da noite em casa, enfrentava frio e chuva e, em algumas ocasiões, chegou a ficar com o carro atolado na lama. Foi nessa busca que encontrou um frigorífico de abate de frangos localizado na área rural de Irineópolis. Ao conhecer a estrutura, constatou que ela era adequada tanto para o abate de frangos quanto de coelhos. Gostou do potencial do local e firmou um contrato de parceria com a diretoria da Associação de Pequenos Agricultores Ecológicos e Orgânicos de Irineópolis (Apaeco), iniciando os investimentos necessários para reativar o frigorífico.

 

Sempre otimista, Ludgero deu continuidade ao projeto da cunicultura e, durante vários meses, levou toda a produção para um frigorífico localizado na cidade de São Paulo. A diretoria da empresa comprometeu-se a adquirir toda a produção de coelhos até que fossem concluídas as documentações exigidas pelos órgãos competentes de fiscalização, bem como as manutenções necessárias no frigorífico da Apaeco.

 

Em julho de 2026, a Coelho Nobre completa dois anos de atividades de abate de coelhos, entregando sua produção para diversos estados brasileiros. Atualmente, a empresa conta com 32 famílias parceiras, que obtêm um ganho financeiro gerado além das suas atividades principal.

 

Além da criação de coelhos, Ludgero e sua sócia, a veterinária Mônica, também passaram a fomentar a criação de frango colonial, abatido aos 82 dias, produto que atualmente está em falta nas gôndolas de supermercados em diversas regiões do país.

 

No dia 26 de junho, foi realizada uma reunião promovida pelos sócios da empresa. O encontro contou com a presença da diretoria da Apaeco, do secretário de Agricultura de Irineópolis, Valdir Marafigo, apoiador do projeto, além de representantes da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), integrantes do Sicoob e    do Banco do Brasil, de representantes comerciais da Globoaves e de avicultores das localidades de Irineópolis.

 

Produtores, autoridades e representantes de entidades participaram de reunião em Irineópolis para discutir os próximos passos do projeto de expansão da atividade avícola na região.

 

Entre os assuntos discutidos durante o encontro estiveram os investimentos necessários para as adequações do frigorífico da Apaeco, , para assim começar a abater uma quantidade de frangos satisfatória para atender o mercado, raça dos frangos que serão comercializados, venda da produção para o mercado interno e sobre a linha de financiamento disponíveis para os avicultores, que possuem aviários desativados, mas que, com alguns ajustes, poderão voltar a operar para a produção de frango colonial.

 

 

Ludgero conclui afirmando que já existem interessados em investir nas adequações necessárias para que o frigorífico possa operar com uma capacidade de abate suficiente para atender satisfatoriamente o mercado interno. Segundo ele, esses investimentos permitirão fortalecer ainda mais a economia do Planalto Norte e impulsionar a avicultura nas propriedades rurais, levando uma marca produzida na região para todos os estados brasileiros e oferecendo aos consumidores um produto diferenciado e de qualidade, assim como já acontece atualmente com a marca Coelho Nobre.

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