
A colheita do pinhão está oficialmente liberada em Santa Catarina a partir desta quarta-feira (1), conforme determina a Lei Estadual nº 15.457, de 17 de janeiro de 2011.
De acordo com levantamento da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a safra de 2026 na Serra Catarinense deve alcançar cerca de 3,7 mil toneladas nos 18 municípios da região. O volume representa uma queda de aproximadamente 32% em comparação com 2025, quando foram colhidas 5,4 mil toneladas, movimentando mais de R$ 32 milhões.
Apesar da redução na oferta, a expectativa é de que o preço pago ao produtor se mantenha ou até apresente alta. No ano passado, o valor médio ficou em R$ 6,44 por quilo.
Colheita no Paraná Diferente de Santa Catarina, o calendário da colheita do pinhão no Paraná passou por mudanças neste ano. O início da liberação para colheita, transporte, comercialização e armazenamento da semente mudou do dia 1º para o dia 15 de abril.
A alteração foi definida pelo Instituto Água e Terra, autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável, e segue a Instrução Normativa nº 03/2026. A medida tem como objetivo alinhar a legislação estadual às normas federais.
Segundo o órgão, a mudança busca garantir a extração sustentável do pinhão, respeitando o ciclo reprodutivo da espécie e equilibrando a geração de renda das comunidades produtoras com a preservação ambiental.
O descumprimento das regras pode resultar em multa de R$ 300 a cada 50 quilos apreendidos, ou fração equivalente, além de responsabilização por crime ambiental.
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