Fotos: Robson Komochena
A Câmara de Vereadores de Mafra votou, durante a sessão desta segunda-feira (11), o projeto que autoriza a doação de uma área do município para a construção de 176 apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, na Vila Nova.
A votação do Projeto de Lei 061/2025 atraiu grande público ao plenário da Câmara. Moradores acompanharam a sessão, após semanas de discussões envolvendo a localização escolhida para receber o empreendimento.
O projeto foi aprovado por 6 votos favoráveis e 5 contrários. Um vereador foi impedido de votar.
A proposta autoriza o município a doar o terreno ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), administrado pela Caixa Econômica Federal. A área será destinada à implantação de dois residenciais, que juntos terão 176 apartamentos voltados a famílias de baixa renda.
O investimento federal previsto para o empreendimento é de aproximadamente R$ 27,8 milhões.
Segundo informações apresentadas anteriormente pela Prefeitura, Mafra possui 1.882 famílias cadastradas aguardando moradia, o equivalente a aproximadamente 4.398 pessoas. A administração municipal afirma que a região da Vila Nova concentra a maior demanda habitacional da cidade.
O terreno também foi escolhido por atender às exigências do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal, entre elas a proximidade de escola, unidade de saúde, transporte coletivo e comércio.
Projeto gerou debate
A localização do empreendimento provocou divergências entre a Prefeitura e moradores da Vila Nova. Uma audiência pública chegou a ser realizada na Câmara para discutir o projeto antes da votação.
Os moradores afirmaram não ser contrários à construção de moradias populares, mas questionaram a escolha do terreno e os possíveis impactos provocados pelo aumento da população na região.
Entre as preocupações levantadas estavam trânsito, drenagem, mobilidade e a capacidade dos serviços públicos de saúde, educação e transporte para atender os novos moradores.
Representantes do Executivo e responsáveis técnicos pelo empreendimento, por outro lado, defenderam que a área atende aos critérios necessários e que o projeto está de acordo com a legislação urbanística municipal.
O empreendimento prevê, além dos 176 apartamentos, playground, biblioteca, bicicletário, vagas para carros e motos e uma estação própria de tratamento de esgoto.
Como votou cada vereador
Foram favoráveis ao projeto os vereadores Jonas Heide (PL), Nereu Carvalho (Republicanos), João Carlos Reiser (Republicanos), Sérgio Luiz Severino (PP), Valdir Sokolski Junior (Republicanos) e Vanderlei Peters (Podemos).
Votaram contra o projeto os vereadores Rafael Cavalheiro (MDB), Everton Demétrio (MDB), Ronaldo de Mello Wolski (PL), Wagner Grossl (PL) e Miriam Clara Schloegl (PRD).
O vereador José Marcos Witt (PSDB) não participou da votação. Conforme o Parecer 103/2026, o parlamentar foi considerado impedido devido a uma possível situação de interesse particular relacionada ao vínculo de sua irmã com o empreendimento.
O presidente da Casa, vereador João Celso Cardoso (MDB), só votaria em caso de empate.
O que foi votado?
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