
Mafra celebra nesta segunda-feira (8), seus 108 anos de história. A cidade possui um legado marcado por eventos significativos e pela diversidade cultural, características que a tornam única no contexto histórico de Santa Catarina.
A origem do município remonta aos tempos dos tropeiros, que desbravaram a região utilizando a antiga Estrada da Mata como rota de passagem. Mais tarde, a chegada de imigrantes alemães deu início ao processo de colonização local, firmando raízes que ajudariam a moldar a identidade do município.
De acordo com o historiador Sandro Moreira, Mafra era originalmente parte de Rio Negro. A criação oficial do município só ocorreu após o acordo de limites em 1916, que encerrou a Guerra do Contestado, um violento conflito envolvendo disputas territoriais entre Santa Catarina e Paraná.
“A fundação do município aconteceu oficialmente em 8 de setembro de 1917, e seu superintendente foi Vitorino de Sousa Bacelar, considerado o primeiro prefeito de Mafra”, explica o historiador.
Desde os seus primórdios, a região foi marcada pela presença dos indígenas Xokleng, seus primeiros habitantes. Com o tempo, o território passou a receber diversos grupos de colonizadores e imigrantes: portugueses oriundos de São Paulo, bucovinos que impulsionaram a agricultura, alemães responsáveis por construções imponentes, e sírios-libaneses que fortaleceram o comércio local.
A trajetória de Mafra também é lembrada por momentos marcantes, como a produção de erva-mate, o transporte de mercadorias e pessoas pelo rio Negro, sua contribuição durante a Segunda Guerra Mundial, e o desenvolvimento das infraestruturas ferroviária e rodoviária, como a construção da estrada de ferro e das rodovias BR-116 e BR-280.
Atualmente, Mafra abriga uma população superior a 56 mil habitantes, formada por descendentes de diversos povos: alemães, poloneses, portugueses, italianos, ucranianos, sírios-libaneses, bucovinos, turcos, japoneses, luxemburgueses, espanhóis e indígenas. Essa rica composição étnica e cultural é um dos pilares da identidade mafrense e do progresso contínuo da cidade ao longo de mais de um século.
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