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Corrida pela vacina da covid-19 começa em Santa Catarina

O único movimento mais avançado é o da Fecam que vai assinar um acordo com o Instituto Butantan ainda esta semana para garantir aos prefeitos municipais a preferência para a compra da Coronavac.

7 de dezembro de 2020 · 19:13 · Atualizada em 7 de dezembro de 2020 · 19:14 · 3 min de leitura

O anúncio do governo paulista sobre o início da vacinação contra a covid-19 em janeiro iniciou uma corrida também nos demais estados para, pelo menos, a construção de um planejamento prévio. Em Santa Catarina, o único movimento mais avançado é o da Federação dos Municípios (FECAM), que vai assinar um acordo com o Instituto Butantan ainda esta semana para garantir aos prefeitos municipais a preferência para a compra da Coronavac, que está sendo desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

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A possibilidade de a Coronavac chegar primeiro no sistemas de Saúde brasileiro também forçou um movimento para que os governos, federal e estadual, possam incorporar todas as vacinas, incluindo a Coronavac, em seus planos de vacinação. Foi nesse sentido que o Grupo Oscar Romero (GOR), encabeçado pelo padre Vilson Groh, coordenador da Rede IVG que reúne seis organizações socioassistenciais nas periferias da Grande Florianópolis e em Guiné Bissau, na África, enviou carta ao governador Carlos Moisés (PSL) solicitando que o Estado faça acordo com os fabricantes para garantir que a imunização seja universal e gratuita para todos os catarinenses.

Endossado também pelo secretário de Saúde de Santa Catarina, André Motta, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) também defenderam a incorporação pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) de todas as vacinas contra a Covid-19, com reconhecidas eficácia e segurança, especialmente as que já estão sendo testadas no Brasil.

O recrudescimento da pandemia da covid-19, no mundo e no Brasil, aponta para um cenário de insuficiência de doses para a vacinação de todas as populações. É unânime que a exclusão de uma ou outra vacina já testada e com eficácia comprovada só terá impacto negativo para os mais necessitados.

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E apesar de o movimento municipalista puxado pela Fecam já comece a ter resultados também fora de Santa Catarina, com a ida de representantes do Rio Grande do Sul também a São Paulo esta semana para acompanharem a assinatura da parceria com o Butantan, é de suma importância que os governos estaduais e federal tomem frente na coordenação dessa logística, sob o risco de a falta de planejamento impactar negativamente nos que mais precisam.

Domingo de isolamento

O fim de semana chuvoso e sem atrações de entretenimento, como shows, teatros e cinemas, fez com que Santa Catarina registrasse o mais alto nível de distanciamento social de todos os estados do Brasil. Desde o mês de setembro, o estado não registrava mais de 50% de distanciamento, que é o recomendado pelas autoridades sanitárias para redução do contágio. Com 56,4%, o estado ficou à frente do Acre, segundo colocado com 56,2%, Paraná, com 55,9% e Rio Grande do Sul, com 52,7%. Os piores classificados foram Amapá, onde ocorreu eleições, com 42,2%, Tocantins, 43,9% e Goiás, 44,5%.

Sessão todo dia

O deputado federal Hélio Costa (Republicanos) pretende comprar uma briga cara para aumentar a produtividade na Câmara dos Deputados. Hélio apresentou uma proposta para que sejam realizadas sessões todos os dias, com a justificativa de que isso poderá acelerar a tramitação de matérias que estão paradas há anos. Historicamente, quase como uma lenda urbana, todos falam que às quintas-feiras já não há mais ninguém em Brasília, pois os deputados voltam para suas bases. Agora vamos ver quanto tempo essa proposta vai demorar para tramitar.

Contramão

O deputado Jessé Lopes (PSL) protocolou projeto de lei para proibir que a vacinação contra a covid-19 seja obrigatória. Jessé diz que a medida serve para garantir a liberdade de escolha do indivíduo. Jesse costumeiramente se vangloria de ter um dos gabinetes mais baratos da Alesc. Por outro lado, ultimamente tem se esforçado para gastar o dinheiro público pautando propostas e projetos que nunca vão para frente, gastando horas de debates nas comissões e no plenário, tudo, claro, pago com o dinheiro público.

Juntas

As deputadas, Paulinha (PDT), estadual, e a federal Carmen Zanotto (Cidadania) trocaram confidências e chegaram a fazer planos para estarem juntas em novos projetos políticos. O encontro das duas mulheres fortes da política catarinense ocorreu durante a inauguração do Serviço de Radioterapia do  Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen.

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