Corrida na década de 70. Fotos: Acervo
O dia 1º de maio, data onde a população comemora o Dia do Trabalhador, se transformou, ao longo das décadas, em um momento de celebração ao esporte, à história e à comunidade com a realização da tradicional Corrida Rústica Wilson Buch, que chega, nesta sexta-feira (1), à sua 56ª edição reunindo cerca de 1.200 participantes entre adultos e crianças.
Idealizada em 1970 por Wilson Buch, a prova nasceu com um propósito simples: homenagear o Dia do Trabalhador por meio do esporte. Ligado, na época, à Comissão Municipal de Esportes (CME) e à Liga Mafrense de Desportos (LMD), ele buscava uma forma de mobilizar a comunidade e chegou a considerar outras modalidades antes de apostar na corrida de rua. “Ele não sabia se faria um festival de futebol, vôlei ou basquete, e acabou tendo a ideia de fazer a corrida rústica. No começo, eram apenas corredores de Mafra e Rio Negro, mas a coisa expandiu e hoje a corrida recebe corredores de nível nacional, vindos de todo o Brasil”, afirma o filho do idealizados do evento, Geison Buch.
Mais de cinco décadas depois, a corrida se consolidou como uma das mais tradicionais da região. Segundo Geison, a evolução da prova é motivo de orgulho para a família. “No início, tudo era muito simples. As inscrições eram feitas manualmente e a numeração dos atletas era produzida em cartolina, escrita à mão. Era um trabalho coletivo, feito até de madrugada”, relembra.
Além da competição, a corrida carrega um forte significado para quem participa. Histórias como a do próprio Geison, que ainda criança enfrentou dificuldades durante o percurso, mas concluiu a prova com incentivo do público, refletem o espírito do evento. “Para muitos, terminar já é uma conquista. Não importa se é 5 ou 10 quilômetros, o importante é cruzar a linha de chegada”, afirma.
A Corrida Rústica Wilson Buch se tornou um símbolo de incentivo ao esporte e de integração entre gerações. A cada edição, reforça não apenas a importância da atividade física, mas também o legado de quem acreditou no esporte como ferramenta de união e valorização da comunidade.
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