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Crime brutal: homem que matou cunhado com 8 tiros vai a júri popular

Além de pedir justiça, a família teme pela segurança caso o acusado não seja condenado.

13 de maio de 2025 · 18:19 · Atualizada em 13 de maio de 2025 · 18:56 · 2 min de leitura

Foto: Polícia Civil/Arquivo

Após mais de três anos, um crime que chocou os moradores de Campo do Tenente será submetido ao julgamento popular nesta semana.

Às 8 horas de quinta-feira (15), inicia no Fórum de Justiça de Rio Negro, o júri de um homem acusado de matar próprio cunhado, Wilson José Parize, com oito tiros à queima-roupa.

O crime ocorreu em 26 de abril de 2022, em um terreno rural da localidade de Buriti.

Toda ação aconteceu diante do filho da vítima, então com 15 anos. A motivação, segundo a investigação, estaria ligada a uma antiga disputa por divisa de terras entre familiares.

A crueldade do crime foi destacada pelo Ministério Público. “A vítima foi alvejada com diversos disparos de rifle calibre 22, atingindo o crânio e o tórax. Mesmo após ela cair no chão, o acusado teria se aproximado e efetuado um último disparo à queima-roupa na testa”, diz a denúncia.

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O caso deixou marcas profundas na família, que até hoje espera por justiça. Emocionado, um dos filhos da vítima relatou o fatídico dia: “Foram 8 tiros à queima-roupa na frente do próprio sobrinho e afilhado. Meu irmão saiu correndo em estado de choque, pegou o trator e foi rapidamente pedir ajuda, mas já não tinha mais o que fazer. Nosso pai morreu na hora, pois foram vários disparos na cabeça. O assassino fugiu do local. Não conseguimos entender o porquê e qual o motivo de tamanha crueldade.”

Ainda segundo ele, houve no passado um conflito de divisas entre as famílias, mas a situação já havia sido resolvida há anos. “Nada, absolutamente nada justifica essa violência e essa atitude”, desabafa.

A família também expressa temor quanto ao futuro. “Esperamos por justiça. Que ele seja condenado e pague por tudo que fez, para que a memória da vítima seja respeitada e tenhamos um pouco de paz. Temos medo que ele seja solto, porque sabemos que ele é capaz de qualquer coisa, pois ele reside em frente à nossa casa.”

Entenda o caso De acordo com o Ministério Público, o réu foi denunciado por homicídio triplamente qualificado - por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima - além de porte ilegal de arma de fogo.

Na ocasião, o acusado portava um rifle calibre 22, dois carregadores e 29 munições intactas. Após o crime, ele fugiu do local e escondeu a arma em VW/Gol, que foi localizado pela Polícia Civil na localidade de Fazendinha, em Rio Negro.

A vítima estava desarmada, em meio a uma plantação de soja, sem chance de reagir.

A investigação contou com laudos periciais e depoimentos de testemunhas, que embasaram o indiciamento. Embora o réu tenha fugido para evitar o flagrante, a Justiça decretou prisão preventiva.

Caso condenado, o réu pode pegar até 34 anos de prisão.

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