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sábado, 26 de setembro de 2026
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Da Vila Ivete aos grandes clubes: conheça a história de um ícone do futebol mafrense

Destaque dos gramados nas décadas de 1960 e 1970, o mafrense consolidou seu nome no Coritiba e se tornou referência no esporte.

16 de junho de 2026 · 20:22 · 3 min de leitura · Mafra

Ídolo do Coritiba e um dos maiores nomes do esporte mafrense, Leocádio Cônsul mora atualmente em Mafra, aos 81 anos. Foto: Divulgação/Coritiba 

 

Mafra já revelou nomes que ganharam projeção além das fronteiras da cidade, e um dos maiores exemplos no esporte é o ex-jogador Leocádio Cônsul. O mafrense construiu uma carreira de destaque no futebol brasileiro e se tornou referência em uma época marcada pelo chamado “futebol arte”.

 

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Antes de alcançar reconhecimento nacional, Leocádio iniciou sua caminhada nos gramados ainda jovem, em Mafra. Foi na cidade que começou a trilhar o caminho que o levaria a se tornar um dos mais técnicos meio-campistas de sua geração.

 

Na época, o cotidiano dos jovens era bem diferente do que se vê atualmente. Sem televisão e com poucas opções de lazer, o futebol ocupava grande parte do tempo livre das crianças e adolescentes. Os campos improvisados da Vila Ivete serviam de palco para as partidas que alimentavam sonhos.

 

Ao Riomafra Mix, Leocádio relembrou a simplicidade daqueles tempos. “A nossa alegria era brincar com bola, não tinha outra brincadeira. A gente era jovem, pobre, e a única coisa que fazia era estudar, vir para casa e jogar”, recorda.

 

Aos 16 anos, Leocádio já atuava pelo Pery Ferroviário, de Mafra. Durante uma partida na cidade, foi observado por um dirigente do Operário de Ponta Grossa, que o convidou para integrar a equipe paranaense. A mudança marcou o início de sua vida no futebol fora de Mafra.

 

“Um diretor do Operário veio me ver jogar aqui. Meu pai e minha mãe não queriam deixar, mas acabei indo para Ponta Grossa. O Operário foi o clube que me deu a chance de crescer no futebol”, conta.

 

Ao longo dos anos, defendeu equipes importantes como Londrina, Ferroviária (SP), Apucarana e Metropol, clube que mais tarde daria origem ao atual Criciúma, além de ter atuado em uma partida pelo Palmeiras.

 

Metropol, em 1968. O mafrense é o segundo jogador agachado, da esquerda para a direita. Foto: Divulgação 

 

O auge de sua carreira veio com a camisa do Coritiba Foot Ball Club. Entre 1970 e 1974, Leocádio disputou cerca de 192 partidas e marcou 51 gols pelo clube paranaense, segundo o Grupo Helênicos, tornando-se um dos principais nomes da equipe.

 

Com a camisa do Coritiba, Leocádio disputou cerca de 192 partidas. 

 

Com visão de jogo apurada e capacidade de comandar o meio-campo, ajudou o Coritiba a conquistar títulos e viveu uma das fases mais marcantes da história alviverde. O desempenho também proporcionou experiências que pareciam inimagináveis para o garoto que começou jogando nos campinhos de Mafra.

 

“Conheci o Brasil de ponta a ponta através do Coritiba. Conheço boa parte do mundo. Vivi experiências que jamais imaginei quando era criança e fui feliz em todos os clubes que passei”, afirma.

 

Sua história foi eternizada em 2026 com o lançamento de um livro, escrito pelos jornalistas Dias Lopes e Sérgio Brandão. “Leocádio Cônsul - Um Menino Bom de Bola: A Autobiografia” resgata desde a infância em Mafra até os momentos de maior destaque nos gramados.

 

Capa da autobriografia de Leocádio. 

 

Para Mafra, a história do ex-jogador representa um capítulo importante da memória esportiva local. Em uma época com menos oportunidades, estrutura e visibilidade para atletas do interior, Leocádio conseguiu conquistar espaço entre grandes clubes do país e deixar seu nome marcado no futebol brasileiro.

 

Mesmo após encerrar a carreira profissional, ele nunca se afastou do esporte. Atualmente morando em Mafra, segue trabalhando na formação de novos atletas por meio de escolinhas vinculadas ao Coritiba em Blumenau e Joinville.

 

Leocádio Cônsul durante sua passagem pelo Coritiba. Foto: acervo Helênicos

 

Segundo Leocádio, o objetivo agora é ajudar jovens a encontrarem oportunidades semelhantes às que recebeu décadas atrás. “Esse é o nosso prazer: formar garotos para o futuro. Se Deus quiser, vamos continuar ajudando e levando oportunidades para quem sonha em jogar futebol”, destaca.

 

Décadas depois de pendurar as chuteiras, seu legado permanece vivo. Seja pelos títulos conquistados, pelo reconhecimento obtido nos gramados ou pelo trabalho desenvolvido com as novas gerações, Leocádio Cônsul segue como um dos maiores nomes já revelados pelo esporte mafrense.

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