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Deputado pede afastamento de líder do governo do julgamento de Moisés

Ivan Naatz alega que José Milton Scheffer, por ser líder do governo, já tem sua posição pré-definida em favor de Carlos Moisés e que por isso não teria a isenção necessária para participar da sessão.

24 de março de 2021 · 18:03 · Atualizada em 24 de março de 2021 · 18:03 · 3 min de leitura

Deputado Ivan Naatz (PL) levou balões para "comemorar" 1 ano da compra dos respiradores. Foto Daniel Conzi/Agência AL

O deputado estadual Ivan Naatz (PL) surpreendeu ao subir na tribuna da Assembleia Legislativa e pedir o afastamento do colega José Milton Scheffer (PP) da análise e julgamento do processo de impeachment do governador Carlos Moisés, que vai acontecer nesta sexta-feira (26), no plenário da Alesc.

O pronunciamento de Naatz aconteceu durante a sessão realizada na tarde desta quarta-feira (25), também na Assembleia Legislativa.

O parlamentar do PL alega que Scheffer, por ser líder do governo, já tem sua posição pré-definida em favor de Carlos Moisés e que por isso não teria a isenção necessária para participar da sessão do Tribunal Especial de Julgamento.

Para oficiar sua demanda, Naatz entrou na Justiça com a alegação de suspeição e o pedido de afastamento do colega do processo. Presente na sessão, Scheffer não se manifestou.

“Nós temos que pedir desculpas aos desembargadores do TJSC porque este é um jogo de cartas marcas”, denunciou Ivan Naatz durante seu pronunciamento. Para o deputado, a posição dos representantes da Alesc já está definida no sentido de absolver Carlos Moisés das acusações de participação na compra de 200 respiradores artificiais junto à Veigamed, com pagamento antecipado de R$ 33 milhões, em março do ano passado.

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Os equipamentos nunca foram entregues e o Estado ainda não recuperou o total pago à empresa. Naatz, inclusive, levou um bolo ao plenário, com balões mostrando os números 33, em “comemoração” há 1 ano da compra dos equipamentos.

O tribunal misto terá a presidência do desembargador Ricardo Roesler e é composto por cinco desembargadores - Luiz Zanelato, Sônia Maria Schmitz, Rosane Portella Wolff, Luiz Antônio Zanini Fornerolli e Roberto Lucas Pacheco – e por cinco deputados - Valdir Cobalchini (MDB), Fabiano da Luz (PT), Marcos Vieira (PSDB), Laércio Schuster (PSB), além de José Milton Scheffer (PP).

Segurança O governador Carlos Moisés levou ao ministro da Justiça, André Mendonça, ofício solicitando uma vacinação mais célere dos profissionais da Segurança Pública. Durante o em Brasília, o chefe do Executivo estadual explicou que os agentes ficam expostos ao contato com o vírus por conta das suas atividades. O presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial, coronel Charles Alexandre Vieira, disse que o ministro se mostrou sensível ao pleito e levará a demanda ao ministro Ricardo Lewandovsky, do STF.

BRDE  O BRDE solicitou aos ministérios do Turismo (MTur), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) para que seja concedido a postergação por mais seis meses das exigibilidades das operações contratadas através do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), da linha BNDES de Renegociação Emergencial de Operações Indiretas Automáticas e do programa de renegociação de prestações da FINEP, como medida emergencial necessária ao enfrentamento da pandemia, visando a mitigação dos impactos negativos na economia. Os ofícios assinados pela diretora-presidente do BRDE, Leany Barreiro de Sousa Lemos, e pelo diretor de Acompanhamento e Recuperação e Crédito, Vladimir Arthur Fey.

Decreto Para agilizar o aporte de novos recursos no combate à pandemia, o governador Carlos Moisés editou decreto que permite antecipar o pagamento de emendas parlamentares impositivas de 2021 voltadas a hospitais catarinenses credenciados ao atendimento à Covid-19. Cerca de 100 emendas parlamentares poderão ser contempladas com a medida, com investimentos superiores a R$ 23 milhões na abertura de leitos clínicos e de UTI nas unidades hospitalares apontadas pelos deputados estaduais.

ICMS na vacina A lei que suspende a cobrança de ICMS na compra de vacinas foi aprovada na tarde desta quarta-feira (24), e vai para sanção do governador Carlos Moisés. De acordo com o autor do PL 0058.0/2021, deputado Milton Hobus (PSD), a ideia é que Santa Catarina possa acelerar a vacinação ao criar um mecanismo que torne legal a isenção para compra e importação do imunizante. “Não se pode cobrar impostos de algo que é essencial para salvar vidas”, destaca o parlamentar. SC recebeu até o momento menos de 900 mil doses de imunizantes.

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