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domingo, 27 de setembro de 2026
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Diretoria do Hospital Bom Jesus anuncia mudanças na gestão

Assembleia que definirá o destino da instituição será realizada na segunda-feira (2).

23 de fevereiro de 2026 · 21:32 · Atualizada em 23 de fevereiro de 2026 · 21:32 · 4 min de leitura

O presidente Carlos Schlichting e a administradora Valdirene Ruthes detalharam as alterações. Foto: Douglas Dias

O Hospital Bom Jesus (HBJ), de Rio Negro, enfrenta um momento decisivo para mudar sua trajetória administrativa. No dia 2 de março (segunda-feira), às 18 horas, uma Assembleia Geral Extraordinária será realizada na sede do hospital para que os associados votem a proposta de transferência da administração para o Instituto Maria Schmitt (Imas). Esta medida é apresentada pela atual diretoria como a única saída para evitar o colapso financeiro da unidade.

A proposta que será votada na assembleia prevê que o Imas assuma a gestão administrativa e financeira do HBJ, estimada em cerca de R$ 10 milhões. A instituição já atua na gestão de hospitais em cidades do Sul do Brasil, como Florianópolis, Araranguá, Rio Negrinho, Chapecó e Lages.

Conforme detalhado pelo presidente da instituição, Carlos Schlichting, em entrevista exclusiva ao Riomafra Mix, a aproximação com a entidade não é recente, mas se tornou urgente. “Nós já fomos procurados pelo Imas, mas como vínhamos tocando normalmente, não mostramos interesse. Mas a partir do momento que não vem verba pública para o hospital, nós não temos como sobreviver. Então, procuramos a parceria para que eles gerenciem o hospital”.

@riomaframixEm entrevista exclusiva ao Riomafra Mix, a diretoria do Hospital Bom Jesus anunciou mudanças na gestão da instituição. O presidente Carlos Schlichting e a administradora Valdirene Ruthes detalharam as alterações, que serão debatidas em assembleia geral extraordinária no dia 2 de março, às 18 horas, na sede do hospital. A mudança em pauta é a transferência da administração, pelo período de 10 anos, ao Instituto Maria Schmitt (Imas), uma organização que atua na gestão hospitalar em diversas cidades do Sul do Brasil. Com essa parceria, o Imas vai assumir a gestão e também a reorganização das dívidas do hospital, garantindo que ele continue operando. #RiomafraMix #HospitalBomJesus #HBJ #Saúde ♬ som original - Riomafra Mix

O contrato teria duração de 10 anos e envolveria a cessão onerosa dos bens da instituição. Como garantia para que o instituto assuma as dívidas acumuladas, um imóvel seria vinculado ao contrato, mas a diretoria reforça que não há uma doação imediata de patrimônio. Ao fim do período de 10 anos, uma área sem construção seria transferida como compensação pelos débitos quitados pelo instituto.

No que diz respeito ao atendimento e ao corpo de funcionários, a administradora Valdirene esclareceu que o objetivo é manter a continuidade dos serviços. “Toda mudança gera um desconforto e desconfiança. Mas os colaboradores serão todos admitidos pelo instituto. É uma nova empresa, novas regras, mas eles vão ficar com todos os colaboradores porque já trabalhamos com um número reduzido”, explicou a gestora.

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Mesmo sob nova administração, o Hospital Bom Jesus manterá a sua natureza filantrópica e o compromisso de atender pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), preservando a sua função social.

Caso a parceria seja rejeitada pelos associados na segunda-feira (2), o cenário futuro é de incerteza. Sem o apoio financeiro da prefeitura e sem um novo gestor para injetar capital, o presidente Carlos Schlichting alerta para o fim das atividades. “Se não der certo, o outro passo seria uma recuperação judicial e, depois, uma eventual falência, porque o hospital por si só não sobrevive”.

Impasse junto à Prefeitura A necessidade de buscar um gestor externo é o reflexo de um impasse financeiro com o Poder Executivo municipal. Conforme detalhado pelo presidente da instituição, a sobrevivência do HBJ sempre dependeu de uma composição entre o faturamento do SUS e o suporte do município, uma vez que as tabelas federais pagam valores muito abaixo do custo real dos procedimentos.

Schlichting enfatizou que, enquanto houve o repasse de verbas previsto em orçamento pela gestão anterior, o hospital não apenas se manteve aberto, como conseguiu realizar melhorias significativas. Contudo, sob o atual comando da prefeitura, esse fluxo de recursos foi interrompido. “A partir do momento que não vem verba pública para o hospital, nós não temos como sobreviver, não temos como manter o hospital aberto”, afirma.

Carlos ainda relatou que tentou buscar o entendimento, mas sem sucesso: “Tivemos duas reuniões em uma semana lá na prefeitura onde estava tudo certo a verba, e quando chegou na sexta-feira à tarde veio um ofício alegando que não poderíamos receber recurso. Mandamos propostas de venda de serviços, mas não tivemos retorno”.

Mesmo após a Câmara de Vereadores tentar intervir, um veto do prefeito a novos repasses foi mantido em votação secreta, empurrando a instituição para a busca de parceiros privados.

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