
A Ecobarreira Riomafra encerra 2025 com um dado que chama atenção: 94 quilos de lixo retirados do rio da Lança ao longo de um ano.
O material, composto principalmente por plástico e isopor, foi impedido de seguir pelo curso do rio graças à atuação contínua do grupo.
A iniciativa existe desde 2019 e é formada por voluntários, que se reúnem principalmente aos finais de semana para recolher os resíduos presos na estrutura instalada nas proximidades da ponte da Igreja Ucraniana.
Desde que foi instalada, há seis anos, já foram retirados 1.352,30 quilos de lixo nesse ponto do rio.
Segundo Jefferson Luiz Grossl, advogado e membro fundador do projeto, o número precisa ser analisado pelo tipo de material capturado.
“Não estamos falando de lixo pesado, mas de plástico e isopor, que são materiais leves, flutuantes e altamente poluentes. Mesmo com um peso menor, o volume de resíduos é muito grande e o impacto ambiental é significativo”, explica.
Além da atuação da ecobarreira, o grupo também participa de mutirões de limpeza das margens do rio, que já resultaram na retirada de cerca de 6 toneladas de lixo.
Segundo Jefferson, hoje o trabalho está focado no rio da Lança e a ampliação para outros pontos depende diretamente do aumento no número de voluntários.
Sistema simples e eficaz A ecobarreira utiliza um sistema de rede sustentada por galões descartáveis, que funcionam como flutuadores e impedem a passagem dos resíduos, especialmente os que ficam na superfície da água. O método é simples, mas eficiente para evitar que o lixo avance rio abaixo.
Entre os itens já retirados durante as ações, o grupo encontrou objetos inusitados, como televisores, portas de geladeira, térmicas de café, capacetes de motocicleta e seringas, evidenciando o descarte irregular de materiais no rio.
Para o próximo ano, a expectativa do grupo é intensificar as ações e ampliar o foco para além da retirada do lixo.
“Mais importante do que tirar o lixo do rio é conscientizar a população sobre o descarte correto dos resíduos. A educação ambiental é fundamental para reduzir o problema na origem”, destaca Jefferson.
Mesmo com limitações técnicas, como a impossibilidade de capturar o lixo submerso, o Ecobarreira Riomafra avalia que o trabalho desenvolvido gera um impacto ambiental positivo e contribui para a preservação dos recursos hídricos do município.
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