Buscando por?

Procure por títulos, chamadas e conteúdo das matérias.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Voltar Outras

Editorial: É possível - e Mafra sabe disso

Emerson Maas tinha meu respeito. Agora, tem a minha admiração.

2 de abril de 2026 · 18:28 · Atualizada em 2 de abril de 2026 · 18:32 · 2 min de leitura

Foto: Divulgação

Conheci Emerson Maas ainda nos tempos de NPOR. De lá para cá, acompanhei, mesmo que à distância, uma trajetória que poucos conseguem sustentar com coerência: foi aspirante a tenente do Exército, depois, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, consultor do Sebrae, e em fim, prefeito de Mafra.

Nos primeiros anos de gestão, Maas foi uma incógnita. Havia dúvidas - legítimas - sobre sua capacidade de liderar uma cidade com tantos desafios históricos. Mas o tempo, esse implacável juiz, tratou de responder. E respondeu com resultados.

Hoje, Mafra colhe os frutos de uma administração que se destacou em áreas estratégicas como empreendedorismo, inovação, tecnologia e educação. Não por acaso, acumulou reconhecimentos e prêmios que colocaram o município em evidência no cenário estadual e até nacional.

E talvez esse seja o ponto central. Emerson Maas poderia permanecer no conforto do cargo. Poderia concluir seu ciclo com segurança, com aprovação elevada (acima dos 80%) e com a tranquilidade de quem já escreveu uma história relevante na política local. Mas escolheu o risco. Renunciou ao mandato para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. 

Um movimento que, à primeira vista, pode parecer ousado. Para alguns, até questionável. Mas, para quem observa sua trajetória, faz sentido. O agora ex-prefeito, não é daqueles que aparecem a cada quatro anos pedindo votos. Ele é da cidade. Filho da terra. Conhece o chão que pisa, as dores da região, os gargalos do Planalto Norte e, principalmente, as oportunidades que ainda insistimos em não enxergar. E isso faz diferença.

Continua depois da publicidade

Se eleito, Mafra volta a ter um representante direto no Parlamento catarinense após décadas de ausência. Mais do que uma conquista política, isso representa voz, articulação e presença em um espaço onde decisões importantes são tomadas diariamente.

Ao abrir mão do cargo, Maas sinaliza que seu projeto não termina na prefeitura. Há coragem nisso. Há também um senso de responsabilidade que merece ser reconhecido. Claro, a eleição ainda será decidida nas urnas. O voto é soberano. Mas é impossível ignorar que sua história até aqui construiu algo raro na política contemporânea: credibilidade.

Em sua primeira eleição começou sem chances, apostou em pessoas, construiu alianças, enfrentou favoritos e venceu. Governou, errou, corrigiu rotas, amadureceu. E, ao final, entregou uma gestão consistente. Agora, novamente, aposta.

E talvez seja justamente isso que nos faz acreditar: é possível.

Emerson Maas tinha meu respeito. Agora, tem minha admiração.

E Mafra, mais uma vez, tem diante de si uma escolha que pode redefinir seu lugar no mapa político de Santa Catarina.

0 Comentários

Fazer login

Os comentários são de responsabilidade de seus autores. Ao comentar, o usuário declara estar de acordo com nossa Política de Privacidade e Termos de Uso. Faça login para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar

Faça login para participar da discussão sobre essa matéria.

Fazer login para comentar
Siga o Riomafra Mix no Google e fique por dentro das principais notícias de Mafra, Rio Negro e região.
Top

Preencha todos os campos obrigatórios.

No momento não conseguimos enviar seu e-mail, você pode mandar mensagem diretamente para [email protected].

Preencha todos os campos obrigatórios.

Contato enviado com sucesso, em breve retornamos.

Comentário enviado com sucesso, vamos analisar sua mensagem e em breve será exibida.

Você será redirecionado em alguns segundos!

Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Li e aceito os termos.