Foto: Robson Komochena
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou, em nota técnica, que o El Niño já começou a interferir no regime de chuvas da região Sul. Segundo o órgão, a última semana marcou a consolidação de padrões atmosféricos típicos do fenômeno, o que deve elevar os volumes de precipitação sobre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O acompanhamento vem desde o início de 2026, quando o Inmet passou a monitorar as condições do Oceano Pacífico para determinar o momento em que os efeitos chegariam ao Brasil. A confirmação reforça previsões que o instituto já vinha divulgando sobre a formação do fenômeno.
Como o El Niño age no clima brasileiro
O fenômeno se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial. No Brasil, seus efeitos variam de região para região: o Sul costuma ter chuvas acima da média, enquanto partes do Norte e do Nordeste tendem a registrar queda nas precipitações nos próximos meses.
O que esperar no segundo semestre
De acordo com o Inmet, a influência do El Niño deve se intensificar a partir do segundo semestre de 2026, aumentando as chances de chuva persistente e volumes expressivos no Sul. O instituto informou que vai manter o monitoramento para acompanhar a evolução do fenômeno e apoiar medidas preventivas em áreas como agricultura, recursos hídricos e defesa civil.
ⓘ Com informações de Brasil 61.
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