Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Andressa Anholete/Agência Senado
A mais recente pesquisa BTG/Nexus mostra que a corrida presidencial continua sendo influenciada pelas diferenças regionais do país. Enquanto o Sul e o Norte/Centro-Oeste demonstram maior inclinação ao senador Flávio Bolsonaro, o Nordeste segue como principal reduto eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Já o Sudeste aparece como a região mais disputada, com cenários de empate técnico ou vantagem mínima para Lula. Os dados também apontam que a avaliação do governo federal, os índices de aprovação e a rejeição aos possíveis candidatos variam de acordo com o comportamento político de cada região.
Sul
No Sul do país, Flávio Bolsonaro apresenta desempenho superior ao de Lula nos cenários analisados. No primeiro turno, o senador registra 43% das intenções de voto no cenário 1, contra 34% do atual presidente. No cenário 2, a diferença aumenta, chegando a 45% para Bolsonaro e 33% para Lula.
Em uma eventual disputa de segundo turno, o senador alcança 51% das intenções de voto, enquanto Lula soma 38%.
Os índices de rejeição também favorecem Flávio Bolsonaro na região. O senador aparece com 46%, enquanto o presidente registra 55%.
A percepção sobre o governo federal acompanha esse cenário. Apenas 30% dos entrevistados classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 54% a consideram ruim ou péssima. A aprovação do governo é de 39%, diante de 59% de desaprovação.
Em relação à identificação política, 31% dos entrevistados afirmam ser bolsonaristas convictos, 24% se declaram lulistas convictos e 20% dizem não se identificar com nenhum dos dois polos.
Sudeste
A região Sudeste concentra a disputa mais equilibrada da pesquisa. No primeiro turno, Lula aparece numericamente à frente, com 38% contra 36% de Flávio Bolsonaro no cenário 1. No cenário 2, o presidente soma 39%, enquanto o senador registra 37%.
No segundo turno, os dois aparecem empatados, ambos com 45% das intenções de voto.
A rejeição também apresenta números próximos: 50% para Flávio Bolsonaro e 52% para Lula.
Sobre a administração federal, 32% avaliam o governo como ótimo ou bom, enquanto 45% o classificam como ruim ou péssimo. Já a aprovação alcança 44%, contra 52% de desaprovação.
Quanto à identificação política, 28% se consideram bolsonaristas convictos, 25% lulistas convictos e 23% afirmam não aderir a nenhum dos grupos.
Nordeste
O Nordeste continua sendo a região de maior força eleitoral para Lula. No primeiro turno, o presidente aparece com 59% das intenções de voto no cenário 1 e 61% no cenário 2. Flávio Bolsonaro registra 22% em ambos os cenários.
No segundo turno, Lula amplia a vantagem e chega a 66%, enquanto o senador soma 28%.
A rejeição a Flávio Bolsonaro é de 64% na região, enquanto Lula registra 31%.
Os indicadores relacionados ao governo federal também são mais positivos no Nordeste. A avaliação ótima ou boa alcança 54%, enquanto 28% consideram a gestão ruim ou péssima. A aprovação chega a 65%, contra 32% de desaprovação.
Entre os entrevistados, 30% se identificam como lulistas convictos, 24% como bolsonaristas convictos e 18% afirmam não seguir nenhum dos dois grupos.
Norte/Centro-Oeste
No Norte e Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro lidera a maior parte dos cenários eleitorais. No primeiro turno, o senador aparece com 38% das intenções de voto no cenário 1, enquanto Lula registra 33%. No cenário 2, a diferença diminui, com 36% para Bolsonaro e 35% para o presidente.
Em um eventual segundo turno, o senador alcança 52%, contra 40% de Lula.
Na rejeição, Flávio Bolsonaro registra 43%, abaixo dos 53% observados para o presidente.
Em relação ao governo federal, 29% classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 41% a consideram ruim ou péssima. A aprovação chega a 41%, diante de 48% de desaprovação.
Sobre a identificação política dos entrevistados, 24% se declaram lulistas convictos, 20% bolsonaristas convictos e 23% afirmam não possuir alinhamento com nenhum dos dois lados.
Metodologia
O levantamento BTG/Nexus foi realizado por telefone entre os dias 12 e 14 de junho. Ao todo, foram ouvidos 2.017 eleitores em diferentes regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
ⓘ Fonte: Brasil 61
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