Foto: Divulgação
Moradores das localidades de Vila Grein e Avencal São Pedro, no interior de Mafra, seguem enfrentando dificuldades de deslocamento devido à situação de uma ponte utilizada para fazer a ligação entre as duas comunidades.
O problema ganhou um novo capítulo na sexta-feira (7), quando era realizada a instalação de um kit de transposição no local. Durante o trabalho, parte da cabeceira da ponte se rompeu, impedindo a conclusão do serviço.
Um vídeo registrado no local mostra o momento em que a estrutura se parte durante a operação.
Segundo os moradores, a comunidade aguarda há cerca de cinco meses por uma solução para a passagem. Enquanto a ponte não é liberada, o deslocamento precisa ser feito por rotas alternativas.
Uma das opções, conforme relatado por moradores, é um trajeto mais longo que passa por uma propriedade particular. O proprietário tem permitido a passagem e colaborado com quem precisa utilizar o caminho.
Em forma de desabafo, a moradora Elaine Cristina Grein Clemente lamentou o ocorrido. “E hoje parecia que a novela ia ter fim... não foi dessa vez”, escreveu. Segundo ela, a espera por uma solução ocorre desde março.
A situação afeta moradores que precisam circular entre Vila Grein e Avencal São Pedro, além daqueles que utilizam o trecho para acessar outras regiões do município.
O que diz a Prefeitura?
Em nota, a Prefeitura de Mafra confirmou que o rompimento de parte da cabeceira ocorreu na sexta-feira (7), durante a instalação do kit de transposição.
Segundo o município, a cabeceira foi executada conforme o projeto padrão utilizado para esse modelo de ponte e passou por vistoria da Defesa Civil do Estado antes da instalação.
“Conforme avaliação técnica realizada após o ocorrido, o dano aconteceu durante a operação do guindaste contratado pelo Estado para instalação do kit”, informou a Prefeitura.
Ainda de acordo com a nota, durante o içamento das peças pré-fabricadas, “os apoios do equipamento foram posicionados sobre as extremidades da cabeceira, ocasionando danos ao concreto e às armaduras de aço e comprometendo estruturalmente parte da estrutura”.
Após o rompimento, uma equipe de engenharia avaliou o local. O laudo técnico concluiu que a parte comprometida não pode ser recuperada com segurança. Com isso, será necessária a “demolição do trecho danificado e reconstrução da cabeceira”.
“A Prefeitura já está adotando os procedimentos necessários para iniciar o serviço no menor prazo possível”, afirmou.
Não foi informada uma data para a conclusão. Segundo o município, o prazo dependerá também do período técnico necessário para a execução e cura do concreto antes que a instalação da ponte possa ser realizada.
Enquanto isso, a Prefeitura informou que a região conta com “duas rotas alternativas de acesso”, que serão mantidas em condições de trafegabilidade até que a nova cabeceira seja concluída.
“A Administração Municipal acompanha a situação com prioridade e trabalha para que a solução definitiva seja executada o mais breve possível”, concluiu o texto.
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