Fotos: Robson Komochena
Pais de alunos do Centro de Educação Municipal General Osório, no bairro Faxinal, em Mafra, relataram surpresa, preocupação e tristeza após serem informados sobre a interdição da unidade escolar e a transferência das crianças para outras escolas da cidade.
Segundo relatos de mães que procuraram a reportagem do Riomafra Mix, o aviso foi feito por telefone, na tarde desta segunda-feira (11) e os responsáveis precisaram decidir imediatamente para qual unidade os filhos seriam encaminhados.
Uma das mães afirmou que a situação causou desespero nas famílias, principalmente pela rapidez da mudança e pela falta de informações mais detalhadas.
“Foi um baque. A gente foi pego de surpresa. Ligaram falando que até quarta-feira as crianças já estariam em outra escola e que a gente precisava decidir naquele momento para onde elas iriam”, relatou.
De acordo com ela, alguns pais nem sabiam que já existia uma sala interditada na escola. A preocupação aumentou após o agravamento de rachaduras na estrutura, situação que teria sido intensificada pelas chuvas.
Apesar disso, a mãe afirmou compreender a necessidade da medida por segurança. “A gente quer nossos filhos em um lugar seguro. Ninguém quer deixar os filhos em uma escola que tenha risco”, disse.
O que mais revoltou os pais, segundo ela, foi a forma como a comunicação aconteceu. “Eu acho que deveria ter uma reunião, explicado melhor o que estava acontecendo. Tem pais que moram perto da escola, não têm carro, não têm como se deslocar fácil. Foi tudo muito em cima da hora”, afirmou.
A situação também impactou emocionalmente as crianças. Segundo a mãe, muitos alunos deixaram a escola chorando ao saber que seriam separados dos colegas e professores. “Ontem, quando fui buscar minha filha, estava todo mundo triste e chorando na escola”, contou.
A filha dela, que em 2026 completa 4 anos questionou se continuaria junto dos amigos. “Ela perguntou: ‘Mãe, os meus amiguinhos vão estar junto comigo?’. Depois disse: ‘Eu gosto muito da minha escola’. Isso dói no coração da gente”, relatou emocionada.
Ainda segundo os pais, não houve informação sobre quanto tempo a situação deve durar, já que a unidade ainda deverá passar por estudos técnicos e futura obra. “A gente ficou assustado, literalmente assustado”, disse a mãe.
As famílias agora cobram uma solução rápida para que os alunos possam retornar à escola. “A gente queria que conseguissem manter as crianças juntas para não gerar ainda mais sofrimento nessa adaptação”, concluiu a mãe.
O que diz a Prefeitura?
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Cultura informou que a situação da escola exige “atenção imediata” devido a problemas estruturais agravados pelo excesso de chuvas nas últimas semanas.
“A situação da Escola General Osório exige atenção imediata por conta de questões estruturais agravadas pelo excesso de chuvas nas últimas semanas. Recentemente, a direção da unidade comunicou à Secretaria que rachaduras começaram a aparecer e aumentar em pontos da estrutura.
Diante disso, equipes técnicas e o Corpo de Bombeiros realizaram vistoria no local e recomendaram a realocação preventiva dos alunos até que seja feita uma avaliação completa da situação. O terreno onde a escola está localizada vem recebendo grande concentração de água das chuvas, causando infiltrações e movimentações sob a estrutura.
A decisão foi tomada priorizando a segurança das crianças e dos profissionais da educação. Nenhuma medida seria mais importante neste momento do que garantir a integridade física dos alunos.
Sobre a comunicação às famílias, entendemos que mudanças emergenciais geram preocupação e transtornos. A necessidade de agilidade ocorreu justamente em razão da recomendação técnica recebida. Ainda assim, a direção da unidade e toda a equipe da Secretaria seguem à disposição para orientar individualmente cada família, auxiliando na escolha da unidade mais adequada, considerando logística, deslocamento e rotina familiar.
Os pais que necessitarem de mais tempo para definir a transferência dos filhos terão as faltas justificadas, conforme já orientado pela direção escolar.
Quanto à obra, inicialmente será realizado um estudo técnico do terreno e da estrutura para identificar as causas das infiltrações e definir a melhor solução de engenharia. Somente após essa etapa será possível estimar prazo de execução da reforma.
A Prefeitura reforça que esta é uma medida preventiva e responsável. Quando há qualquer possibilidade de risco envolvendo crianças, a Administração Municipal entende que não se deve esperar ou arriscar”, concluiu o texto.
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