Foto: Divulgação
Funcionários da Caixa Econômica Federal entraram em greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10) em todo o país.
A paralisação ocorre após a rejeição de uma proposta apresentada pelo banco para o custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica destinado aos empregados e dependentes.
O principal ponto de divergência está no aumento dos valores pagos pelos trabalhadores. Atualmente, o empregado contribui com 3,5% do salário-base e paga R$ 480 por mês para cada dependente. Para dependentes entre 24 e 27 anos, o valor chega a R$ 800 mensais.
Pela proposta apresentada pela Caixa, a contribuição do titular subiria de 3,5% para 5,5% do salário-base. O valor por dependente passaria de R$ 480 para R$ 870, enquanto a cobrança na faixa de maior idade subiria de R$ 800 para R$ 1.050.
A proposta foi rejeitada em 93 bases sindicais, que decidiram pela paralisação. Outras 35 bases também recusaram os termos apresentados, mas optaram por continuar as negociações.
A greve ocorre mesmo após a assinatura, na quarta-feira (9), do acordo coletivo dos bancários. O documento prevê reajuste salarial para cerca de 500 mil trabalhadores, além da correção de benefícios e do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
O índice definitivo do reajuste será divulgado nesta sexta-feira (11) e será calculado com base no INPC acumulado entre setembro de 2025 e agosto de 2026, acrescido de 0,6% de aumento real.
O que diz a Caixa
A Caixa informou que mantém abertas as negociações com as entidades representativas dos empregados e que pretende renovar o acordo coletivo.
Segundo o banco, o objetivo é “construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas”, buscando conciliar a valorização dos empregados, a sustentabilidade da instituição e a continuidade da prestação de serviços à sociedade.
Durante a paralisação, clientes podem utilizar os canais digitais e outras alternativas disponibilizadas pelo banco para pagamentos, transferências e demais serviços.
Banco do Brasil
Funcionários do Banco do Brasil também aprovaram paralisações nesta quinta-feira, mas, diferentemente da Caixa, a adesão não ocorre de forma nacional em todas as bases.
O movimento também está relacionado a impasses nas negociações envolvendo o custeio do plano de saúde dos empregados.
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