O ex-sogro, Francisco Pflanzer, de 68 anos, foi atingido e não resistiu aos ferimentos, morrendo no Hospital Santo Antônio, em Itaiópolis. Foto: Divulgação
Um homem de 28 anos foi condenado pelo Tribunal do Júri a 27 anos e dois meses de prisão por matar o sogro e tentar matar a sogra em Itaiópolis.
O crime aconteceu em 30 de maio deste ano, no Distrito de Itaió, onde o condenado, Anderson Augustin, atirou contra o sogro, Francisco Pflanzer, de 68 anos, e contra a sogra durante uma discussão envolvendo o próprio filho, um bebê de colo.
A condenação reconheceu as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o acusado não aceitou a recusa dos avós em deixá-lo levar a criança para fora da residência. Francisco morreu em decorrência dos ferimentos. A esposa foi atingida no braço e no peito, mas sobreviveu.
O juiz que presidiu o julgamento determinou o início imediato do cumprimento da pena, em regime fechado. A defesa recorreu da decisão.
Como aconteceu o crime
De acordo com o MPSC, Anderson foi até a casa dos sogros para visitar o filho e insistiu em levar a criança consigo. Os avós se opuseram porque o bebê havia apresentado problemas de saúde e tinha exames agendados para aquela semana.
Diante da recusa, o homem foi até o veículo estacionado e pegou uma arma de fogo. O casal, que saiu para a área externa da casa, foi surpreendido pelos disparos.
Ainda conforme o Ministério Público, familiares que moravam na casa ao lado foram ao local e impediram o acusado de entrar novamente na residência. Naquele momento, ele estava com uma arma em uma mão e uma faca na outra. Em seguida, fugiu.
Condenado se apresentou à polícia
Anderson se apresentou voluntariamente à Polícia Civil no início da tarde de 8 de junho, acompanhado do advogado de defesa. Na delegacia, foi cumprido o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Itaiópolis em 2 de junho.
Na época, o delegado Eduardo Borges, titular da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Mafra, informou que a prisão foi decretada a partir de uma representação da unidade, responsável pela investigação.
Responsável pela acusação no julgamento, o promotor de Justiça Pedro Roberto Decomain destacou a gravidade da conduta e avaliou que a condenação representou uma resposta adequada da sociedade aos crimes praticados.
ⓘ Com informações do Ministério Público de SC.
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