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Homem é indiciado por perseguir ex-companheira e descumprir medida protetiva

Investigação da DPCAMI revelou meses de ameaças, perseguições e aproximações ilegais.

12 de novembro de 2025 · 22:33 · Atualizada em 16 de dezembro de 2025 · 11:12 · 2 min de leitura

A Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Mafra concluiu uma investigação que durou vários meses e indiciou um homem de 41 anos por reiteradas violações de medida protetiva e perseguição contra a ex-companheira, de 32 anos.

O caso teve início em janeiro de 2025, quando a vítima denunciou que o ex-companheiro havia ido até seu local de trabalho, um posto de combustíveis na área central, apesar da proibição judicial.

Segundo a Polícia Civil, o que começou como uma violação isolada revelou um comportamento sistemático e perturbador. O investigado enviava presentes não desejados, utilizava terceiros para tentar contato e intensificava a pressão psicológica sobre a vítima. Em um dos episódios, ele foi até a casa da irmã da mulher, onde ela estava, e gritou seu nome na rua durante a madrugada. Ele fugiu antes da chegada da Polícia Militar.

O episódio mais grave ocorreu ao final do expediente da vítima. Conforme a investigação, o homem passou a segui-la com o carro, emparelhou o veículo ao dela e ordenou que ela parasse em via pública. A perseguição só cessou quando a vítima indicou que acionaria a polícia. Testemunhas também confirmaram que o suspeito rondava a residência da mulher durante a noite, alimentando um clima de medo constante.

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Ainda, segundo o inquérito, ao longo da investigação, diversas testemunhas foram ouvidas e corroboraram os relatos apresentados. O suspeito foi intimado, mas permaneceu em silêncio. Com provas consideradas robustas, a Polícia Civil concluiu o inquérito com o indiciamento do autor.

“A Polícia Civil reforça que o descumprimento de medidas protetivas representa grave ameaça à segurança da vítima e constitui desrespeito direto às decisões judiciais. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário, onde o investigado responderá pelos crimes apurados”, destacou o delegado regional de Mafra, Cassiano Tiburski.

 Com informações da Polícia Civil.

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