
A interdição da ponte histórica na PR-427, entre Campo do Tenente e a Lapa, tem causado prejuízos, transtornos e aumento de custos para moradores, comerciantes e indústrias das duas cidades.
A situação, que se arrasta desde 1º de setembro, afeta a mobilidade regional e compromete o deslocamento diário de trabalhadores, estudantes e caminhoneiros.
Para debater o problema, uma audiência pública acontece nesta sexta-feira (28), a partir das 19 horas, na Câmara de Campo do Tenente.
O encontro, convocado em conjunto pelas câmaras de Campo do Tenente e da Lapa, tem como objetivo cobrar transparência nos prazos, discutir o andamento da obra e buscar soluções para minimizar os impactos econômicos e sociais provocados pelo bloqueio.

Desde que a ponte foi fechada, empresas relatam queda no movimento, dificuldades logísticas e até demissões. Caminhões passaram a desviar pela BR-476 e BR-116, aumentando o trajeto e o custo do transporte. Veículos leves utilizam uma estrada municipal não pavimentada, o que tem gerado reclamações e insegurança.
Segundo o DER/PR, o fechamento é necessário desde que foram identificados danos nos grampos de fixação das chapas metálicas, rompimento de soldas e acúmulo de óleo sobre o tabuleiro. A obra, estimada em R$ 2,5 milhões, inclui substituição das chapas por gradil metálico, reforço estrutural, melhorias nos acessos e serviços de limpeza e pintura. A previsão inicial de conclusão era novembro, prazo que deve ser atualizado durante a audiência.

A ponte, inaugurada em 1894 como estrutura ferroviária e adaptada para o tráfego rodoviário em 1961, tem apenas 3,3 metros de largura e 152,95 metros de extensão. Com o aumento do fluxo de caminhões, comerciantes defendem a construção de uma nova ponte de concreto, preservando a histórica para veículos leves e uso turístico.
A discussão também reacende críticas às condições da própria PR-427. Moradores reclamam da falta de acostamento, da pista estreita e da sinalização precária. Para Rafael Marcondes de Ramos, que utiliza a rodovia com frequência, o problema é estrutural: “Passou da hora de discutir essa ponte. A rodovia inteira precisa de melhorias. Está nos mesmos moldes de antigamente, sem acostamento e sem nem uma pintura decente. Precária”, comentou.

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