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domingo, 27 de setembro de 2026
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Inverno começa com previsão de menos frio e mais chuva

Fenômeno El Niño deve amenizar as temperaturas nos próximos meses e aumentar o volume de chuva, principalmente no Sul do país.

21 de junho de 2026 · 05:34 · 3 min de leitura

Foto: Robson Komochena

 

O inverno no Hemisfério Sul começa oficialmente às 5h34 deste domingo (21) e, apesar da expectativa de temperaturas baixas, a estação deve apresentar características diferentes em 2026.

 

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A influência do fenômeno El Niño tende a amenizar o frio ao longo dos próximos meses em grande parte do Brasil.

 

A previsão foi divulgada pela empresa de meteorologia Nottus, que apresentou um estudo sobre os impactos do fenômeno climático no país. O El Niño ocorre quando há um aquecimento anormal das águas da região equatorial do Oceano Pacífico, sendo caracterizado quando a temperatura do mar fica ao menos 0,5°C acima da média.

 

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou recentemente o início do fenômeno, que já começa a influenciar as condições climáticas brasileiras.

 

No Sul do país, a expectativa é de chuvas acima da média durante o inverno, enquanto as regiões Norte e Nordeste devem registrar precipitações mais escassas, aumentando o risco de períodos de seca.

 

Segundo o meteorologista Alexandre Nascimento, sócio-diretor da Nottus, o início da estação ainda deve apresentar episódios de frio intenso. No entanto, os efeitos do El Niño tendem a limitar a ocorrência de temperaturas muito baixas, especialmente a partir de agosto.

 

A combinação de períodos mais secos e a atuação de ventos vindos do Norte deve favorecer a elevação gradual das temperaturas na segunda metade do inverno, criando a sensação de uma estação mais amena.

 

O especialista ressalta, porém, que o frio não desaparecerá completamente. As massas de ar frio ainda devem atingir o país, mas de forma mais rápida e menos duradoura.

 

Em algumas áreas do Centro do Brasil, também existe a possibilidade de ocorrência de veranicos, caracterizados por períodos de tempo seco e temperaturas acima da média durante o outono e o inverno.

 

Em julho, as chuvas devem se concentrar entre as regiões Sudeste e Centro-Oeste, além de áreas do interior da Região Sul. Já em agosto, os maiores volumes são esperados no extremo Norte do país, na faixa leste do Nordeste e novamente no Sul.

 

A partir de agosto, o interior do país também poderá registrar ondas de calor, especialmente em estados como Goiás e Minas Gerais, além de áreas do Nordeste.

 

Em setembro, a chuva deve ganhar força na Região Sul, superando a média histórica, enquanto o Nordeste poderá enfrentar precipitações abaixo do normal.

 

Apesar do aumento previsto das chuvas no Sul, os meteorologistas não identificam, neste momento, condições semelhantes às que provocaram as enchentes históricas no Rio Grande do Sul em 2024.

 

As projeções indicam ainda que o El Niño poderá ganhar intensidade entre setembro deste ano e fevereiro de 2027, com possibilidade de atingir a categoria de forte ou até mesmo um "Super El Niño", quando o aquecimento das águas do Pacífico ultrapassa 2,5°C.

 

Diante desse cenário, o governo federal criou uma sala de situação para monitorar os impactos do fenômeno e preparar ações de resposta a possíveis eventos climáticos extremos.

 

Além dos reflexos no clima, o El Niño também pode influenciar o sistema elétrico brasileiro. Em 2026, o aumento das chuvas no Sul e em parte do Sudeste pode favorecer os reservatórios das hidrelétricas. Já para 2027, especialistas alertam para a combinação entre ondas de calor e redução das chuvas no Norte e Nordeste, cenário que poderá elevar o consumo de energia e pressionar o sistema elétrico nacional.

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