Os três irmãos e o rionegrense Victor Sobral celebram juntos as conquistas no Campeonato Pan-Americano de Jiu-Jitsu 2026. Fotos: Divulgação
Há menos de um mês desde a última competição, os três irmãos rionegrenses que vêm se destacando no jiu-jitsu voltaram ao pódio e somaram mais quatro medalhas: três de ouro e uma de prata.
Os jovens participaram do Campeonato Pan-Americano de Jiu-Jitsu 2026, promovido pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Competitivo (CBJJC), realizado em Garuva (SC), no domingo (26).
O caçula, Miguel Henrique Lazarin, de 7 anos, competiu na categoria mirim peso pena e garantiu o lugar mais alto do pódio, conquistando a medalha de ouro.
Miguel Henrique Lazarin, de 7 anos, com a medalha de ouro.
Maria Eduarda Gonçalves Lazarin, de 13 anos, também brilhou ao conquistar o ouro na categoria infantojuvenil B.
Ao centro da foto, Maria Eduarda Gonçalves Lazarin, vencedora da categoria infantojuvenil B.
Já Emmanuel Henrique Gonçalves Lazarin, de 15 anos, levou ouro na categoria infantojuvenil B peso pesado. Além disso, ele também competiu na categoria no-gi (sem kimono), onde ficou com a medalha de prata.
À esquerda, Emmanuel Henrique Gonçalves Lazarin, que conquistou ouro na categoria infantojuvenil B peso pesado e prata na categoria no-gi (sem kimono).
Os três atletas fazem parte da academia Gracie Barra e integram o projeto Casa Resgate, onde mantêm a preparação no esporte. No Pan-Americano, o rionegrense Victor Sobral, que treina na mesma academia e participa do projeto, conquistou a medalha de bronze.
O resultado reforça a boa fase dos irmãos, que no fim de março já haviam chamado atenção no Joinville International Open Classic 2026, quando conquistaram duas medalhas de prata e uma de bronze.
Para a mãe dos atletas, Ketlin Gonçalves Lazarin, ver a evolução dos filhos é motivo de orgulho, emoção e também de alívio. “É como perceber que todo o esforço, cuidado e incentivo estão fazendo diferença. No começo, muitas vezes bate aquela preocupação: ‘será que vai dar certo?’, ‘será que estou fazendo o suficiente?’. Mas, conforme eles evoluem, ganham confiança e começam a conquistar seus próprios resultados, surge uma alegria difícil de explicar. Cada pequena conquista parece enorme”, relata.
Ela também destaca o sentimento de ver os filhos amadurecendo dentro e fora do esporte. “Dá uma sensação de missão sendo cumprida, de ver que eles estão crescendo, aprendendo e se tornando mais independentes. Ao mesmo tempo, sempre vem aquele cuidado de continuar apoiando, sem pressionar demais”, completa.
Agora, a família já projeta os próximos desafios. O foco passa a ser o Campeonato Brasileiro da modalidade, que será disputado em São Paulo, ainda sem data definida.
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