Buscando por?

Procure por títulos, chamadas e conteúdo das matérias.

terça-feira, 29 de setembro de 2026
Voltar Outras

Justiça marca audiência para tratar de área ocupada por indígenas em Mafra

Audiência acontece no dia 7 de agosto e pretende buscar uma solução conciliatória para a reintegração de posse solicitada pelo município para área anexa ao Colégio Agrícola.

27 de junho de 2025 · 18:50 · Atualizada em 27 de junho de 2025 · 19:28 · 2 min de leitura

Audiência acontece no Salão do Júri do Fórum da Comarca de Mafra. Foto: Robson Komochena

A 2ª Vara Cível da Comarca marcou uma audiência presencial de conciliação e justificação no processo movido pelo Município de Mafra contra o cacique Edson Campos Novos Rodrigues e outros integrantes da etnia Kaingang, que ocupam uma área anexa ao Colégio Agrícola de Mafra desde abril deste ano.

A audiência está agendada para o dia 7 de agosto, com início às 13h30, no Salão do Júri do Fórum da Comarca de Mafra.

A ação judicial, de reintegração de posse com pedido liminar, foi motivada pela entrada de aproximadamente dez indígenas na propriedade no dia 7 de abril. Segundo a Prefeitura, o grupo teria forçado o portão e ocupado o local, mesmo após ser informado de que não havia autorização para instalação de aldeamento na área, utilizada para atividades educacionais e de produção agropecuária.

No processo, o município relata que o grupo recusou uma área oferecida pela União na localidade de São João e insistiu na ocupação ao lado do colégio. A Prefeitura alega ainda que a presença dos indígenas tem gerado transtornos à comunidade, inclusive com suspensão de obras próximas e sensação de insegurança.

Por outro lado, o Ministério Público Federal, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Defensoria Pública da União manifestaram interesse em acompanhar o caso, considerando a situação de vulnerabilidade das 29 famílias Kaingang envolvidas. O MPF reconheceu o vínculo étnico e cultural dos ocupantes com a Aldeia Kondá, de onde teriam sido expulsos, e ressaltou a necessidade de se garantir alternativas habitacionais adequadas antes de qualquer medida de despejo.

Continua depois da publicidade

A decisão judicial reforça que a audiência é uma exigência prevista em normas do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, visando proteger os direitos de grupos vulneráveis e evitar remoções forçadas sem alternativas.

Durante a audiência, representantes do município, órgãos federais e os próprios indígenas, que poderão ser assistidos por intérpretes, se necessário, deverão buscar uma solução consensual.

O processo corre na 2ª Vara Cível da Comarca de Mafra sob número 5001931-10.2025.8.24.0041.

Aviso de utilidade pública - Por determinação judicial

0 Comentários

Fazer login

Os comentários são de responsabilidade de seus autores. Ao comentar, o usuário declara estar de acordo com nossa Política de Privacidade e Termos de Uso. Faça login para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar

Faça login para participar da discussão sobre essa matéria.

Fazer login para comentar
Siga o Riomafra Mix no Google e fique por dentro das principais notícias de Mafra, Rio Negro e região.
Top

Preencha todos os campos obrigatórios.

No momento não conseguimos enviar seu e-mail, você pode mandar mensagem diretamente para [email protected].

Preencha todos os campos obrigatórios.

Contato enviado com sucesso, em breve retornamos.

Comentário enviado com sucesso, vamos analisar sua mensagem e em breve será exibida.

Você será redirecionado em alguns segundos!

Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Li e aceito os termos.