
A Polícia Civil deflagrou em Itaiópolis a operação “Vizinhança Segura”, visando combater o uso de armas de fogo em desentendimentos entre vizinhos.
A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (23), no Centro e nos bairros Serzedelo e Bom Jesus, resultando na apreensão de um revólver calibre 38 e de uma pistola 9mm, em diferentes investigações.
Empresário ameaçou vizinho em disputa de terras O primeiro caso teve início em maio de 2025, quando uma vítima procurou a delegacia relatando ameaças ligadas a uma disputa de terras na localidade de Serzedelo. O desentendimento começou por causa da construção de um tanque na divisa das propriedades e evoluiu para uma situação de grave intimidação.
O episódio mais crítico ocorreu no dia 18 de maio, quando o investigado, um empresário local, interceptou o carro do vizinho em uma estrada. Ele anunciou que iria matá-lo na frente da esposa grávida e de seus dois filhos, de 9 anos e um bebê de apenas dez meses.
Segundo os relatos, o suspeito portava um revólver na cintura durante a intimidação, o que gerou pânico e levou a esposa da vítima, que possui uma condição de saúde de risco, a precisar de atendimento médico de urgência.
Com mandados de busca e apreensão deferidos pela Justiça, os policiais localizaram, no dia 23 de setembro, o revólver calibre 38 e 16 munições intactas na residência do empresário, situada no Centro.
Vigilante disparou em via pública O segundo caso investigado ocorreu em junho de 2024, quando um vigilante de 28 anos discutiu com o vizinho no bairro Bom Jesus, efetuou disparo em via pública e o ameaçou.
No dia seguinte, o suspeito ainda tentou coagir a vítima a retirar a denúncia, com novas intimidações.
Diante da gravidade, a Polícia Civil também representou por mandado de busca. Durante a operação, os agentes apreenderam na residência do vigilante uma pistola 9mm.
“As ações mostram a resposta firme da Polícia Civil contra o uso irresponsável de armas. A posse legal exige responsabilidade, e seu uso para ameaças e intimidações será combatido com o máximo rigor”, destacou o delegado regional Cassiano Tiburski, responsável pela Comarca de Itaiópolis.
As armas e munições apreendidas foram encaminhadas para a perícia. Os inquéritos policiais estão em fase de conclusão e serão remetidos ao Poder Judiciário.
Com informações da Polícia Civil.
O que diz a defesa? A defesa do segundo caso, procurou a reportagem para expressar seu posicionamento, através de uma nota pública:
“Na qualidade de advogada constituída, de M.P.N, venho a público manifestar repúdio à forma como vem sendo noticiada a Operação “Vizinhança Segura”, deflagrada pela Polícia Civil em Itaiópolis/SC. É imprescindível que a imprensa, bem como administradores de páginas, blogs, redes sociais e grupos de WhatsApp, se abstenham de divulgar a profissão, nome, imagens ou quaisquer dados que possam identificar meu cliente. Tal exposição, além de configurar violação ao direito à intimidade, honra e vida privada, encontra vedação legal, podendo gerar responsabilidade civil e criminal. Reforço que a Constituição Federal assegura a presunção de inocência, e que somente o Poder Judiciário tem competência para eventual julgamento. Notícias que tragam elementos que identifiquem de forma direta ou indireta meu cliente, especialmente vinculando-o à sua atividade profissional, geram danos irreparáveis à sua imagem e reputação, sendo passíveis de responsabilização. Advirto ainda que páginas, grupos de mídia social e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, que replicarem informações inverídicas, parciais ou que violem os direitos de meu cliente, responderão legalmente pelos excessos cometidos. A defesa seguirá acompanhando os fatos e tomará todas as medidas cabíveis para preservar os direitos do investigado. Itaiópolis/SC, 24 de setembro de 2025. Dra. Juliana Gruber Balak OAB/SC 59.412”
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