
A Polícia Civil desarticulou uma associação criminosa armada responsável por furtos de gado, em Itaiópolis.
Batizada de “Marca de Ferro”, a operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (10), resultando na prisão de três homens e na interdição de um frigorífico clandestino, que recebia a carne furtada.
Segundo a Polícia Civil, as apurações tiveram início em agosto de 2025, quando um produtor rural da localidade de Rio Vermelho encontrou os restos de um bovino, de quase 500 quilos, de alto valor genético. O crime foi registrado por câmeras de segurança.
As imagens mostraram que, horas antes do furto, em 1 de agosto, um vizinho da vítima marcou o portão da propriedade com um saco plástico, em um sinal para os executores. Um furgão vermelho foi utilizado como apoio.
Na madrugada do dia 2, quatro homens chegaram a pé. Um portava uma espingarda, outro uma serra de açougueiro e dois vestiam roupas camufladas. O grupo abateu o animal no pasto e fugiu com a carne em um veículo VW/SpaceFox.
Com análise de inteligência, a Polícia Civil identificou três dos quatro executores, o motorista do carro de fuga e suspeitos de apoio logístico. Segundo a investigação, o grupo já havia feito reconhecimento da área dias antes do crime.
Operação e prisões Na fase ostensiva, policiais civis cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão. Além das capturas, um frigorífico clandestino foi localizado na avenida Ricardo Worell, e indícios apontam que ele recebia a carne furtada.
“O agronegócio é vital para Santa Catarina, e não permitiremos que quadrilhas armadas ameacem a segurança e o sustento dos nossos produtores rurais. A ‘Operação Marca de Ferro’ é uma resposta direta e firme do Estado, mostrando que o crime no campo não ficará impune”, afirmou o delegado regional Cassiano Tiburski, também responsável pela Comarca de Itaiópolis.
Os presos foram interrogados e encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue nas buscas para localizar o quarto envolvido e identificar outros colaboradores e receptadores.
Os responsáveis pelo frigorífico clandestino também vão responder por crime de falsificação, se perícia comprovar, e delitos contra as relações de consumo.
“A Polícia Civil de Santa Catarina reitera seu compromisso com a segurança no campo e o combate a organizações criminosas que atuam no interior do estado, garantindo a tranquilidade para a população e os produtores rurais”, completou o delegado Tiburski.
Com informações das Polícia Civil.
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