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sábado, 26 de setembro de 2026
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Polícia Civil indicia dois jovens por estupro de vulnerável contra prima de 11 anos

Vítima demorou a denunciar os abusos por medo das ameaças feitas pelos investigados, que tinham 15 e 16 anos na época.

18 de julho de 2026 · 18:32 · Atualizada em 18 de julho de 2026 · 18:33 · 2 min de leitura · Mafra

Foto: Divulgação

 

Dois jovens foram indiciados pela Polícia Civil, que concluiu a investigação sobre um caso de estupro de vulnerável, em Mafra.

 

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A apuração foi conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) e teve como vítima uma menina que tinha 11 anos quando os fatos aconteceram.

 

O caso começou a ser investigado em fevereiro de 2025, após a mãe da criança procurar a Polícia Civil para denunciar os abusos, que, segundo a investigação, ocorreram no fim de 2021. Os investigados são primos da vítima e tinham 15 e 16 anos na época.

 

Segundo a Polícia Civil, os abusos aconteceram em ambiente familiar. Durante a apuração, foram reunidos depoimentos e outros elementos de prova que, na avaliação da autoridade policial, apontam para a prática do ato infracional.

 

A investigação também concluiu que a vítima demorou a relatar os abusos porque foi submetida a ameaças e intimidações pelos investigados, além de temer que seu relato não fosse acreditado. Esse contexto, conforme a Polícia Civil, explica o intervalo entre os fatos e o registro da denúncia.

 

Com o encerramento da investigação, os dois investigados foram indiciados por ato infracional análogo ao crime de estupro de vulnerável. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que analisará o caso e decidirá sobre as medidas cabíveis, e ao Poder Judiciário.

 

O delegado Cassiano Tiburski afirmou que o tempo transcorrido desde os fatos não impediu o trabalho policial.

 

“A proteção de crianças e adolescentes é uma prioridade absoluta para a Polícia Civil. Mesmo em casos complexos e com lapso temporal significativo, empregamos todos os recursos para buscar a verdade e a justiça, garantindo que a voz da vítima seja ouvida e acolhida”, destacou Tiburski.

 

O delegado também reforçou que casos de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados mesmo anos após a ocorrência dos fatos e que as delegacias especializadas oferecem atendimento e acolhimento às vítimas.

 

ⓘ Com informações da Polícia Civil.

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