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domingo, 18 de outubro de 2026
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Polícia Civil prende mãe investigada por não impedir abusos contra a filha

De acordo com a Polícia Civil, novos elementos indicam que a mulher consentia com os crimes praticados pelo companheiro contra a criança de 12 anos.

18 de outubro de 2026 · 11:26 · 2 min de leitura · Mafra

Imagens: Polícia Civil/Reprodução

 

Uma mulher foi presa temporariamente na manhã deste domingo (18), em Mafra, suspeita de omissão diante dos abusos sexuais sofridos pela filha de 12 anos, informou a Polícia Civil.

 

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O companheiro dela, de 37 anos, foi preso no dia 9 de outubro, no bairro do Passo, investigado por estupro de vulnerável e produção de imagens de abuso sexual infantil.

 

Os mandados de busca e de prisão temporária contra a mulher foram cumpridos por volta das 6h30, em uma ação da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), com participação dos delegados Cassiano Tiburski e Uiliam Soares da Silva.

 

 

Segundo Tiburski, a investigação reuniu evidências de que a mãe tinha conhecimento dos crimes e consentia com os abusos. Conforme o delegado, há filmagens em que ela aparece ao lado da criança durante a violência sexual.

 

De acordo com Uiliam, a mulher é investigada por estupro de vulnerável na modalidade omissiva. A suspeita é de que ela tenha descumprido o dever legal de proteger a filha e impedir os crimes praticados pelo companheiro.

 

 

Investigação anterior

O delegado Uiliam também informou que outra filha da mulher acusou o mesmo homem de abuso sexual em uma investigação que tramitou na unidade em 2023. Segundo ele, o inquérito foi arquivado depois que a vítima voltou atrás no relato durante depoimento especial prestado em juízo.

 

As novas informações obtidas pela polícia, especialmente as filmagens, embasaram os pedidos de prisão temporária da mãe e de busca para dar continuidade à investigação.

 

Prisão do companheiro

O homem foi alvo de mandados de busca e de prisão cumpridos na tarde de 9 de outubro. Segundo a Polícia Civil, ele mantinha câmeras dentro da residência e utilizava os equipamentos para gravar os abusos.

 

A investigação também apura se as imagens eram compartilhadas ou comercializadas. Os nomes dos investigados não são divulgados para preservar a identidade da criança.

 

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