Foto: Douglas Dias
Um caso envolvendo a suposta agressão a um aluno com Transtorno do Espectro Autista (TEA) dentro de uma unidade escolar de Mafra mobiliza familiares, Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Conselho Tutelar e Polícia Civil.
De acordo com boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso de Mafra, a mãe de um estudante de 8 anos, matriculado no 2º ano da EEB Santo Antônio, relatou que o filho teria sido arrastado pela gola da blusa por uma profissional da escola no dia 14 de maio e ainda proibido outros profissionais falarem com a criança. O caso foi registrado inicialmente como lesão corporal leve.
Segundo o relato apresentado à Polícia Civil, a denúncia chegou inicialmente de forma anônima à família. Posteriormente, durante conversa com o filho, a mãe afirma que a criança confirmou a agressão e identificou a profissional mencionada no boletim.
A ata do Núcleo de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola (NEPRE), à qual o Riomafra Mix teve acesso, informa que o estudante possui diagnóstico de TEA nível 2 de suporte, além de TDAH e Transtorno Opositor Desafiador (TOD). A família relatou ainda que o menino vinha apresentando alterações de comportamento, medo, insegurança e regressão emocional nos últimos dias.
Em nota encaminhada ao Riomafra Mix, a Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Mafra, por meio da supervisora regional Andréia Fabiana Pettres Wolski, informou que a situação chegou oficialmente ao conhecimento da equipe no dia 22 de maio, por meio da família do estudante. Segundo a CRE, desde então o caso vem sendo acompanhado pelo órgão.
A Coordenadoria informou ainda que a equipe realizou atendimentos com a família, ouviu profissionais da unidade escolar e também a servidora denunciada. Conforme a nota, seguem sendo reunidos documentos, escutas, relatórios internos e o boletim de ocorrência apresentado pela família para formalização de processo via SGPe junto à Secretaria de Estado da Educação (SED), com pedido de providências ao setor competente.
A CRE afirmou ainda que o diretor da escola foi orientado a reorganizar os trabalhos da professora denunciada pela família para que ela não tivesse contato com alunos e familiares durante o período de apuração.
A Polícia Civil e os órgãos da Educação Estadual seguem acompanhando os desdobramentos da ocorrência.
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