Foto: Divulgação
A possibilidade de mudanças no perfil da unidade prisional de Rio Negro foi tema de debate durante a sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira (16).
Em participação na Tribuna Livre, o presidente do Conselho da Comunidade, Gari Vinicio Kiatkoski, manifestou preocupação com uma eventual implantação de vagas destinadas ao regime semiaberto no município.
Segundo ele, a preocupação surgiu após a Polícia Penal passar a ocupar integralmente a estrutura que anteriormente era compartilhada com a Polícia Civil. Com a transferência da delegacia para outro endereço, parte do espaço passou a ficar disponível para novos projetos e utilizações.
Durante a fala, Gari afirmou que a unidade abriga atualmente 65 pessoas privadas de liberdade. Destas, 23 pertencem à Comarca de Rio Negro, enquanto as demais são de outras regiões do Paraná.
O presidente do Conselho explicou que uma das alternativas defendidas pela entidade é a instalação de um barracão industrial dentro do complexo prisional. A proposta permitiria que empresas utilizassem mão de obra de pessoas privadas de liberdade, ampliando oportunidades de trabalho e ressocialização.
Segundo ele, a iniciativa também evitaria que a área disponível fosse utilizada para a ampliação da estrutura prisional ou para eventual implantação de vagas de regime semiaberto.
“Há uma possibilidade de transformar aquele espaço em semiaberto. O preso fica durante o dia trabalhando e retorna à unidade apenas à noite”, afirmou.
Gari também demonstrou preocupação com uma eventual mudança no perfil dos internos recebidos pela unidade. Segundo ele, atualmente o estabelecimento concentra presos condenados por crimes sexuais, mas poderia passar a receber detentos condenados por outros tipos de crimes.
Ainda durante a Tribuna Livre, o presidente destacou que o Conselho da Comunidade está em contato com empresários e entidades locais na tentativa de viabilizar a implantação do barracão industrial. Uma nova rodada de conversas com representantes da Polícia Penal deve ocorrer nos próximos dias.
Após a manifestação, vereadores se posicionaram sobre o tema e defenderam que a discussão envolva diferentes setores da sociedade.
O vereador Elcio Colaço (PSD) destacou a necessidade de mobilizar as chamadas “forças vivas” do município para que as preocupações apresentadas sejam levadas formalmente ao Governo do Estado e aos órgãos responsáveis pelo sistema prisional.
Já a vereadora Isabel Cristina Grossl (Republicanos) sugeriu que a Câmara busque informações sobre editais, programas e experiências já implantadas em outras cidades do Paraná, especialmente aquelas voltadas ao trabalho prisional em parceria com empresas privadas.
O presidente da Câmara, Odair Pereira (PL), afirmou que o Legislativo acompanhará as tratativas envolvendo a Polícia Penal, o Conselho da Comunidade, a Associação Comercial e demais instituições ligadas ao tema.
O Riomafra Mix entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, que informou que o assunto deve ser tratado diretamente com a Polícia Penal.
A reportagem aguarda o retorno da Polícia Penal das questões apresentadas sobre o futuro da unidade prisional rionegrense.
Assista a sessão na íntegra
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