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Pressão dos prefeitos dá resultado e vacinação por idade será retomada

A medida foi pleiteada pelos municípios nas últimas semanas, frente à falta de uniformidade nos critérios de vacinação a nível nacional.

31 de maio de 2021 · 09:13 · Atualizada em 31 de maio de 2021 · 09:16 · 3 min de leitura

Foto: Divulgação

Valeu a pressão dos prefeitos. A ação conjunta entre o consórcio de municípios Conectar, cujo o presidente é Gean Loureiro (DEM), de Florianópolis, e a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) fez com que o Ministério da Saúde revisasse o Plano Nacional de Imunizações (PNI) contra a covid-19 para voltar adotar o critério de idade decrescente como novo parâmetro de vacinação no país. A vacinação para comorbidades será mantida, e já para profissionais da educação, segurança pública e transporte coletivo serão destinados um percentual no quantitativo distribuído a partir das novas remessas. A adoção do critério de idade será feita após a conclusão ou baixa de demanda dos grupos prioritários nos municípios. A medida foi pleiteada pelos municípios nas últimas semanas, frente à falta de uniformidade nos critérios de vacinação a nível nacional.

A coordenadora do PNI, Francieli Fantinato, apontou que a maior parte das pessoas com comorbidades e com deficiência já tiveram seu quantitativo reservado e encaminhado aos estados, assim como as doses destinadas às categorias essenciais. “Esperamos concluir os grupos prioritários nas duas próximas semanas. O total aproximado para junho é de 42 milhões de doses, com estoques de IFA garantidos’’, comentou a coordenadora.  A mudança de critério visa o aumento da demanda pelas vacinas nas Unidades Básicas de Saúde.

Os grupos prioritários subsequentes às comorbidades no PNI terão percentuais reservados, porém com parcela menor de vacinas destinadas. Segundo Rodrigo Cruz, secretário executivo do Ministério da Saúde, a adoção do critério pelo PNI dá segurança aos municípios.  “Com o critério de idade temos a demanda calculada, conseguimos avançar mais rapidamente”, afirmou Gean Loureiro, prefeito de Florianópolis e presidente do Conectar.

Polêmica O deputado Darci de Matos (PSD) é coautor de projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados que retira a população carcerária da lista de prioridades no Plano Nacional de Imunização contra a covid-19. Em pronunciamento no plenário, o parlamentar catarinense argumentou que a prioridade é vacinar cada vez mais os professores, policiais, motoristas, caminhoneiros e demais trabalhadores. Posteriormente os apenados. “Primeiro os trabalhadores, depois aqueles que cometeram crimes e estão pagando suas penas”, disse Darci de Matos.

Três Barras Em Três Barras, o deputado Valdir Cobalchini (MDB) acompanhou o governador Carlos Moisés e o presidente do IMA, Daniel Vinicius Neto, na entrega da licença ambiental do projeto de expansão da fábrica de papel da WestRock, num investimento de US$ 345 milhões. “Santa Catarina mostra mais uma vez que o caminho é seguir acreditando”, afirma Cobalchini. A WestRock atua há 65 anos, com mais de 800 funcionários. O evento foi nesta sexta-feira (28) e contou com o prefeito Luis Shimoguiri, o secretário da Infraestrutura, Thiago Vieira, pelo chefe da Casa Civil, Eron Giordani, e pelo prefeito de Canoinhas, Gilberto dos Passos.

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Bastidores O governador Carlos Moisés da Silva não fala abertamente sobre o assunto, mas nos bastidores a candidatura à reeleição em 2020 é dada como certa. O saneamento do Estado e investimentos recordes em áreas como infraestrutura, segurança e educação são os principais estímulos que movem o chefe do executivo. Passado o furacão que quase culminou no impeachment, Moisés voltou ao cargo turbinado e tem passado as semanas em viagens de entregas em vários pontos do Estado.

Terceira onda O deputado estadual Dr. Vicente Caropreso (PSDB) está preocupado com os impactos de uma 3ª onda de covid-19, num cenário em que ainda há fila de espera por uma vaga em leito de UTI. Ele questiona ações que o governo estadual está tomando diante do registro de aumento na curva de casos ativos da doença. “Uma nova onda vai pressionar o sistema de saúde, que já opera no limite. Como o Estado está se preparando?”. O deputado relatou que os índices de ocupação de UTIs são de 95% na maioria das regiões e continuam em 100% na região Oeste.

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