
Uma professora foi flagrada por policiais penais tentando repassar objetos proibidos a detentos do Presídio Regional de Mafra.
O caso aconteceu na tarde desta sexta-feira (11), quando foram apreendidos dois smartwatches e dois pacotes de fumo.
A mulher, contratada pela Secretaria de Estado da Educação para atuar na educação de jovens e adultos dentro da unidade, foi abordada no momento em que fazia a entrega dos itens.
De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social (SEJURI), os materiais foram repassados à educadora por familiares de presos, mediante promessa de pagamento em dinheiro pela entrega.
A movimentação suspeita foi percebida pelos policiais penais, que monitoravam a situação e conseguiram interceptar a professora em flagrante. Ela foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil.
O delegado Rodrigo Aquino, titular da Comarca de Mafra, destacou os procedimentos realizados na delegacia referentes ao caso. “Foi feito o procedimento em sede policial, com lavratura de Termo Circunstanciado para apurar a prática do artigo 349-A do Código Penal”, afirmou.
Segundo o delegado, a medida foi adotada com base na pena prevista para o delito, que é de até dois anos, o que permite a assinatura de um termo de compromisso para comparecimento ao Fórum. “Os elementos não indicavam, por ora, a materialidade de outros crimes, como corrupção, por exemplo”, completou.
Durante a ação, os aparelhos foram apreendidos. Uma audiência será marcada posteriormente no Fórum para dar prosseguimento ao caso.
Controle rígido nas unidades Ao Riomafra Mix, o superintendente regional do Planalto Norte, Edenilson Schelbauer, destacou que a orientação repassada às unidades prisionais da região é de rigor absoluto nos procedimentos de segurança.
“A orientação que passamos, como superintendência nos presídios de toda a nossa região do Planalto Norte, é para que haja um controle bastante rígido, principalmente no combate à entrada de entorpecentes. A preocupação é ainda maior, porque a qualquer momento pode aparecer algo ainda mais grave, como uma arma de fogo, o que traria um risco enorme dentro do sistema prisional”, explicou.
Schelbauer reforçou a necessidade de atenção redobrada por parte dos agentes. “Minha orientação às unidades do Planalto Norte é que os policiais tenham muita atenção aos procedimentos operacionais, para que tenhamos mais efetividade e presteza na Lei de Execução Penal, contribuindo para uma sociedade mais segura”, afirmou.
O que diz a Regional de Educação? A responsável pela Coordenadoria Regional de Educação de Mafra, Andréia Pettres, informou que o órgão acompanhou os desdobramentos do caso desde o início.
“Assim que tomamos conhecimento do fato, fomos até a delegacia, acompanhamos todo o procedimento policial e nos colocamos à disposição para auxiliar as autoridades e prestar esclarecimentos à Justiça, quando for solicitado”, afirmou.
Ela também reforçou que a ação é de caráter individual e não tem relação direta com a atuação institucional da coordenadoria. “Trata-se de um ato isolado, de responsabilidade pessoal da profissional envolvida, que vai responder por isso. A coordenadoria não tem qualquer ingerência nesse tipo de conduta. Seguimos a disposição das autoridades no que for preciso”, explicou Andréia.
SEJURI diz que não tolera condutas ilegais Em nota, a SEJURI informou que não tolera condutas ilegais em suas unidades e mantém o compromisso com a ordem.
Veja o texto na íntegra:
“A Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social (SEJURI/SC) informa que, nesta sexta-feira (11), uma professora contratada pela Secretaria de Estado da Educação para atuar na Educação de Jovens e Adultos (EJA) no sistema prisional foi flagrada por policiais penais no momento em que entregava materiais proibidos a internos do Presídio Regional de Mafra. Durante a abordagem, foram apreendidos dois smartwatches e dois pacotes de fumo, que seriam repassados a pessoas privadas de liberdade. Conforme apurado, os itens teriam sido entregues à professora por familiares de presos, com a promessa de pagamento em dinheiro pela entrega. A ação dos policiais penais, atentos à movimentação na unidade, possibilitou o flagrante da prática criminosa. A professora foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil para a adoção das medidas cabíveis. A SEJURI reforça que não tolera condutas ilegais em suas unidades e mantém o compromisso com a ordem, a legalidade e a integridade das atividades desenvolvidas no sistema prisional catarinense.”
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