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Qual a temperatura ideal para degustar um vinho?

A temperatura é essencial para que o vinho possa expressar a sua qualidade e, principalmente, os seus aromas.

4 de maio de 2022 · 16:07 · Atualizada em 27 de julho de 2022 · 16:47 · 4 min de leitura

Foto: Divulgação

Para introduzir um pouco mais de qualidade na degustação do vinho, falaremos um pouco sobre a maneira adequada de servir a bebida. Esse cuidado faz com que se obtenha o máximo de prazer, enriquecendo-o na hora da prova.

Entre os cuidados, apontamos o uso correto das taças e a temperatura do vinho. Fatores primordiais para aprimorar e colocar sucesso à degustação. A temperatura é essencial para que o vinho possa expressar a sua qualidade e, principalmente, os seus aromas. Um vinho muito quente, expressa de sobremaneira o álcool. Um vinho frio, estanca a liberação dos aromas e a percepção dos sabores.

Servir um vinho à temperatura ambiente, então? Obviamente que isso nem sempre é válido. A razão disso é muito simples. Nem sempre o produto que se irá degustar aceita essa condição. Beber um vinho tinto à temperatura ambiente de 27º é inaceitável. O mesmo acontecendo com temperaturas abaixo do recomendado. No Brasil, que é um país de clima tropical, é preciso ter muito cuidado.

Como poucos ainda cultivam ambientes climatizados, é natural que o consumo de certos vinhos cresça em determinadas épocas, seguindo uma tendência imperceptível.

Se de um lado preferimos tomar um vinho branco ou rosé no verão; no outro, damos preferência a vinho tinto no inverno. Parece simples, mas muitos consumidores já possuem a consciência de que os produtos ficam melhores nas temperaturas ideais.

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Os tintos, levam em consideração a baixa temperatura do inverno, permitindo que o consumidor prove o vinho, na maioria das vezes em condições adequadas. E isso, reflete em uma experiência mais agradável. Os brancos e rosés, geralmente são postos à geladeira para que encontrem o refrescância necessário para o verão.

Observe que nas duas situações o consumidor consegue lidar com o serviço do vinho de forma mais natural, sem se preocupar com a aquisição de adegas, por exemplo. Esse tratamento acontece de forma mais natural nestas épocas e muitas vezes, são imperceptíveis.

Já apreciadores de vinhos que costumam degustá-los em quaisquer épocas do ano, procuram uma estrutura de ambientes climatizados, permitindo que o consumo, de tintos, brancos e rosés, aconteça em qualquer estação.

Abaixo segue uma demonstração de como devem ser servidos os vinhos:

- Temperaturas de Serviço - Brancos - Espumantes: 5° C - Brancos Doces: 6° C - Champagnes: 8° C - Brancos Secos Leves: 9° C - Brancos Secos Corpo Médio: 12° C - Brancos Secos Encorpados: 14° C - Rosés: 9 a 10° C - Jerez Fino e Manzanilla: 7° C - Jerez Amontillado e Oloroso: 11° C - Porto Branco: 8 a 10° C - Madeira: 14° C - Temperaturas de Serviço - Tintos - Tintos Leves: 10 a 12° C - Tintos de Corpo Médio: 13 a 14° C - Vinho do Porto Tinto: 14° C - Chianti, Zinfandel: 16° C - Pinot Noir: 16° C - Grandes Tintos, Bordeaux, Tintos encorpados: 17 a 18° C

Essas referências não são absolutas, mas permitem que a escolha do produto e seu armazenamento ocorra de maneira mais adequada.

Atente-se que pela leitura das temperaturas, já é possível concluir que o consumidor, de forma mais velada, já entende como é possível extrair o melhor do produto, para obter melhores aromas e sabores.

Uma dica que pode ser ajustada a maioria, é utilizar a geladeira para baixar a temperatura até o momento ideal, retirando-os com antecedência ao consumo.

Derradeiramente, vamos a avaliação do vinho escolhido. Trata-se de um Riesling (100%), Grand Cru Praetenberg, 2014, AOC Alsace.

Visual: Branco, tranquilo, límpido, transparente, brilhoso, amarelo-palha, indicando um tempo de evolução.

Aroma: franco e intenso, sem defeitos, com aromas de pêssego e abacaxi em calda, com grau de doçura, possivelmente pela evolução do vinho (8 anos). Também é possível remeter a lembrança da flor de laranjeiras e um pouco de mel.

Gustativo: seco com uma leve doçura, taninos envolventes, finos, sem amargor, acidez intensa e refrescante, boca notável, macio. Não tem predomínio de álcool quando se segura o líquido na boca (falta ausência de calor na boca), mesmo tendo 14,5 de álcool.  É muito melhor do que o aroma. Tem retro olfato. Fica muito mais complexo.

Conclusão: vinho frutado e com excelente acidez.

Para harmonização, a escolha seria carne suína com molhos de mel e especiarias.

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