
O Governo do Paraná anunciou, na manhã desta quarta-feira (20), a construção da Casa da Mulher Paranaense em 30 municípios, entre eles, Rio Negro.
O investimento será de R$ 64,5 milhões e tem como objetivo ampliar o acesso das mulheres a serviços de proteção, qualificação profissional e apoio ao empreendedorismo. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte.
Em Rio Negro, a administração municipal será responsável por disponibilizar um terreno adequado para a instalação da estrutura estadual, que deve ser entregue até 2026.

A criação das Casas da Mulher Paranaense foi regulamentada pela Resolução nº 025/2025, voltada a municípios com mais de 10 mil habitantes que já possuam Organismos de Políticas para as Mulheres (OPMs). A seleção das cidades seguiu critérios técnicos, garantindo a abrangência em todas as regiões do Estado.
Além de Rio Negro, também receberão unidades os municípios de Antonina, Astorga, Campo Largo, Campo Mourão, Capitão Leônidas Marques, Centenário do Sul, Cianorte, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Irati, Ivaiporã, Loanda, Mangueirinha, Nova Prata do Iguaçu, Paiçandu, Pinhais, Pinhão, Piraquara, Pitanga, Ponta Grossa, Reserva, Ribeirão do Pinhal, Rio Bonito do Iguaçu, São Jerônimo da Serra, São José dos Pinhais, São Miguel do Iguaçu, Toledo e Umuarama.
Diferente da Casa da Mulher Brasileira, do governo federal, que tem foco no acolhimento a vítimas de violência, o modelo paranaense funcionará como um espaço multifuncional. Além do atendimento de proteção e prevenção à violência, as unidades também oferecerão cursos de capacitação, suporte ao empreendedorismo e acompanhamento multidisciplinar.
“Será um espaço com um olhar cuidadoso, tanto na questão da violência doméstica e da proteção, quanto no preparo profissional, para que a mulher possa crescer, se desenvolver e conquistar independência financeira”, destacou o governador Ratinho Junior.
A secretária Leandre Dal Ponte reforçou que a iniciativa consolida a política para as mulheres como prioridade de Estado. “Essas primeiras 30 casas representam oportunidades para que as mulheres superem a violência, fortaleçam sua autonomia e conquistem independência financeira”, afirmou.
Entre os serviços que estarão disponíveis está o Banco da Mulher Paranaense, com linhas de crédito voltadas a pequenos negócios liderados por mulheres. “O acesso ao crédito é uma grande oportunidade, porque quando uma mulher prospera, toda a sua família, sua cidade e o Estado prosperam junto”, finalizou a secretária.
Compromisso O programa Casa da Mulher Paranaense estrutura-se em três pilares fundamentais que orientam suas ações. O eixo “Cuidar das Mulheres” abrange oficinas, palestras, atividades diversas, atendimento multidisciplinar e o funcionamento de órgão gestor e conselho municipal.
O pilar “Gerar Prosperidade” foca na qualificação profissional, apoio à atividade empreendedora e facilitação do acesso ao Banco da Mulher Paranaense. Já o eixo “Ampliar a Proteção” concentra-se em ações de prevenção da violência contra a mulher, sensibilização, escuta inicial e encaminhamento à rede especializada de atendimento.
A execução do programa segue o modelo de repasse fundo a fundo, com projeto arquitetônico padrão desenvolvido pelo Estado e execução sob responsabilidade municipal. Esta metodologia garante agilidade na implementação, padronização de qualidade e autonomia municipal na gestão dos equipamentos, fortalecendo a parceria entre Estado e municípios na consolidação de políticas públicas efetivas.
Projeto O projeto padrão da Casa da Mulher Paranaense foi elaborado pelo Escritório de Projetos Executivos de Engenharia e Arquitetura (Projetek), programa coordenado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), que envolve as sete universidades estaduais do Paraná.
Os desenhos técnicos são da equipe do Projetek da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e foram desenvolvidos a partir da demanda apresentada pela Semipi, que acompanhou e validou cada etapa dos projetos.
O modelo inclui os projetos arquitetônico, estrutural, hidrossanitário e elétrico, além de sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), cabeamento estruturado e prevenção de incêndio. Também foi desenhada uma fachada personalizada, adaptável para a implantação do empreendimento em imóveis já existentes.
O projeto prevê acessibilidade universal e eficiência energética, com ambientes que combinam funcionalidade técnica com acolhimento humanizado, a fim de proporcionar um espaço digno para os atendimentos às mulheres.
Com informações da Prefeitura de Rio Negro e da Agência Estadual de Notícias.
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