Nicolas ao lado de amigos e do presidente da Confederação, Peroni.
Dois ouros foram conquistados pelo atleta rionegrense Nicolas Pereira Stoeberl no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu da Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu Competitivo (CBJJC), realizado no domingo (30), em Joinville.
Aos 18 anos, o atleta ficou em primeiro lugar na categoria Peso Pesado, pela faixa Branca Adulto, no No-Gi, modalidade disputada sem kimono, e também venceu a categoria Absoluto, pela faixa Branca Adulto, no No-Gi. Ao todo, foram seis combates em um evento que teve mais de 1.800 atletas inscritos de diferentes regiões do país.
O No-Gi exige adaptações nas pegadas, no controle corporal e nas transições durante as lutas. Nas categorias disputadas por Nicolas, o formato também é diferente: enquanto no Peso Pesado os atletas são separados conforme a faixa de peso, no Absoluto não há essa divisão, permitindo confrontos entre competidores de diferentes pesos.
Momento do pódio após a conquista do primeiro lugar.
Natural de Rio Negro, Nicolas iniciou sua trajetória nas artes marciais pelo Muay Thai. Após dois anos na modalidade, migrou para o Jiu-Jítsu, esporte que pratica há cerca de um ano e meio. Desde então, vem evoluindo nos treinamentos e acumulando experiências em disputas internas e regionais.
Para chegar ao torneio nacional, a rotina envolveu mais do que os treinos no tatame. A preparação passou por aspectos técnicos e físicos, além de estratégia, alimentação, descanso e preparação mental para os combates.
Nicolas ao lado da namorada após a conquista no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu.
Para o instrutor Fernando Muncinelli, o desempenho apresentado em Joinville é resultado de um processo construído diariamente. “Chegar a um Campeonato Brasileiro não acontece por acaso. O campeonato é apenas o palco; a verdadeira conquista começa muito antes, nos dias em que ninguém está vendo”, destaca.
O resultado também abre espaço para novos desafios. Nicolas ainda deve participar de outras competições ao longo de 2026 e seguirá com os treinamentos, buscando aperfeiçoar as técnicas e evoluir a cada disputa. “Essa conquista não é o ponto final. É apenas mais um capítulo de uma história que ainda está sendo escrita”, afirma Muncinelli.
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