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Santa Catarina e Paraná decidem manter colégios cívico militares

Após o MEC anunciar o encerramento do programa, governos estaduais manterão o modelo com recursos próprios.

12 de julho de 2023 · 17:16 · Atualizada em 12 de julho de 2023 · 17:18 · 2 min de leitura

Foto: Robson Komochena

Com o anúncio de que o Governo Federal vai encerrar o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim), os governos de Santa Catarina e do Paraná já antecipou que não pretendem dar fim ao modelo.

Esta semana, o Ministério da Educação (MEC) enviou um ofício aos secretários de Educação informando que o programa será finalizado e que a transição das atividades deve ocorrer de forma cuidadosa para não comprometer o cotidiano das escolas.

O programa era a principal bandeira do governo de Jair Bolsonaro para a educação e foi implementado em Rio Negro nas escolas Ovande do Amaral e Caetano Munhoz da Rocha.

Segundo a Secretaria de Educação do Paraná, a rede estadual tem 12 estabelecimentos de ensino integrados ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. Os outros 194 colégios do modelo fazem parte do programa estadual. Logo, com a determinação do governo Lula, a adequação do Paraná será migrar os 12 colégios do modelo federal para o estadual. Os colégios de Rio Negro já fazem parte do modelo implementado pelo Estado.

Já em Santa Catarina, há nove unidades de ensino que adotaram o programa. Para manter as instituições mesmo sem o apoio vindo de Brasília, a Secretaria de Educação de Santa Catarina também planeja usar recursos próprios para manter o funcionamento dos colégios, a partir do ano que vem.

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“Queremos dar continuidade às unidades escolares que hoje estão neste modelo e, ao mesmo tempo, dar oportunidade a outras de seguir o mesmo modelo”, explica a diretora de Ensino de Santa Catarina, Sônia Fachini.

O modelo de Colégios Cívico Militares consiste em ter escolas com professores civis, servidores do Estado, e gestão administrativa militar. Militares da reserva atuam como monitores nesses espaços, disciplinando o comportamento dos alunos. Segundo o MEC, atualmente, 216 escolas utilizam o modelo com recursos federais em todo o país.

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