
Neste Dia Internacional da Mulher, uma história marcada por acolhimento, saúde e sororidade ganha destaque. A homenagem partiu das próprias atletas da equipe Handebol Rio Negro, que decidiram reconhecer a trajetória de quem deu início a tudo: Dayane Uhlig.
O time nasceu em 2021, quando Dayane decidiu reunir mulheres que sentiam falta do handebol. A proposta era simples: voltar à quadra, praticar esporte e reviver a sensação de jogar em equipe. Com o tempo, no entanto, o que começou como um grupo de treino acabou se transformando em algo muito maior.
Entre trabalho, família e as responsabilidades do dia a dia, os encontros passaram a representar um momento de alívio em meio à rotina. Um tempo reservado para rir, conversar, se movimentar e, principalmente, se reconectar consigo mesmas. Hoje, o grupo treina no Ginásio de Esportes José Müller, em Rio Negro, e conta com 27 integrantes ativas. Ao longo dessa trajetória, mais de 60 mulheres já passaram pelo time em diferentes momentos.
Com o passar dos anos, a quadra também se tornou um espaço de apoio, e o grupo se fortaleceu não apenas tecnicamente, mas também emocionalmente. Mais do que treinar jogadas e estratégias, as integrantes compartilham histórias, desafios e conquistas. Cada encontro traz consigo incentivo, escuta e companheirismo.
“Se hoje esse time existe e continua firme, é por causa da Day. Ela acredita na gente até quando nós mesmas duvidamos”, resume Rosana, uma das jogadoras.
Formada em Sistema de Informação, Dayane tem 39 anos e atualmente dedica seu tempo à família, formada pelo marido e três filhos, e à organização da equipe que ajudou a construir. O grupo é uma iniciativa privada, que conta com o apoio da Prefeitura de Rio Negro para a realização dos treinos.

Além dos encontros semanais, as atletas também participam de competições. Neste fim de semana, parte da equipe disputa um torneio em Guaratuba (PR). Dayane não pôde acompanhar o grupo presencialmente, mas segue presente de outra forma: assistindo à transmissão das partidas e enviando mensagens de incentivo às colegas.
A dedicação de Dayane é apontada pelas próprias atletas como essencial para a continuidade do projeto. Organizar treinos, manter o grupo unido e incentivar cada participante exige comprometimento constante, e sua liderança se tornou um dos pilares da equipe.
Ao criar esse espaço, Dayane possibilitou que muitas mulheres voltassem a se priorizar, redescobrissem sua força e construíssem novas amizades. O handebol, nesse contexto, tornou-se mais do que um esporte: virou um ponto de encontro para mulheres que encontraram ali um lugar de apoio e pertencimento.

Neste Dia Internacional da Mulher, as próprias colegas fazem questão de lembrar que, por trás de cada treino e de cada partida, existe uma mulher que acreditou que ainda era possível começar algo novo, e que, ao dar esse primeiro passo, acabou transformando a vida de muitas outras.
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